James Alberti
De Curitiba
O projeto ‘Rabisquinho’, desenvolvido no Centro de Educação Integral (CEI) Monteiro Lobato, na Cidade Industrial de Curitiba, ganhou prêmio de Incentivo à Educação Ambiental, do Ministério da Educação. A criadora e coordenadora do projeto, professora Beatriz Corrêa Dias, receberá amanhã a premiação das mãos do presidente Fernando Henrique Cardoso, em Brasília.
Indisfarçadamente feliz, a professora recebe também um cheque de R$ 4 mil que, segundo ela, será usado para pagar as mensalidades da falcudade de pedagogia que teria de deixar de cursar. Para Beatriz, o prêmio representa o reconhecimento nacional, que não teve no Estado. No começo deste ano, a Prefeitura de Curitiba rejeitou proposta de estender o projeto para outras escolas e quase determinou o fim do ‘Rabisquinho’. ‘‘As professoras da escola me disseram para abandonar o projeto, que não tinha reconhecimento nem da prefeitura. Mas como eu podia acabar se a participação das crianças havia aumentado?’’, lembra.
O ‘Rabisquinho’ nasceu há oito anos da experiência de Beatriz na educação de alunos repetentes da 1ª série. A professora afirma que, através dos ‘rabiscos’ das crianças, conseguiu devolver-lhes a auto-estima e educá-los. Em 1992, o projeto foi extendido à área ambiental da escola. Os ‘rabiscos’ passaram a ser publicados num jornal, que é distribuído gratuitamente para alunos, pais e professores. O jornal, conforme Beatriz, tem ajudado a conscientizar as famílias sobre a importância do meio ambiente.
Outra contribuição de destaque do projeto foi a pintura do muro da escola, até então usado pela comunidade para despejar restos de obras e lixo. Segundo a professora, agora o muro se tornou o fundo ideal para fotografias, em especial, por causa dos desenhos: grandes flores coloridas.
Outros três professores do Estado acompanham também na sexta-feira o resultado de um concurso nacional: o 2º Prêmio da Fundação Roberto Civita. As professoras Rute Ivete Pessicoti, Adriana Cavalcanti Machado, e Rosângela Zagonel Moreta, do CEI Maria Augusta Jouve, tiveram um projeto de alfabetização classificado em 30º lugar entre 1.890 trabalhos inscritos. O projeto já rendeu três livros, que mostram todas as fases pelas quais passa uma criança até aprender a escrever.

mockup