Escola comemora Dia Mundial da Saúde
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domingo, 25 de março de 2007
Marta Ortega<br> Reportagem Local 
Dezenas de atividades realizadas no Colégio Estadual Albino Feijó Sanches (Zona Sul), marcaram ontem o Dia Mundial da Saúde. O colégio foi escolhido para sediar a 12 Feira da Saúde, organizada anualmente pelo Lions, Rotary, Serviço Social do Comércio (Sesc) e 17Regional da Saúde. Durante toda a manhã, alunos, professores e a comunidade de oito bairros vizinhos, puderam realizar exames médicos preventivos, participar de palestras e oficinas sobre temas relacionados à saúde, além de várias atividades recreativas. Mais de duas mil pessoas passaram pela escola até o meio dia.
O tema principal desenvolvido este ano foi a prevenção da gravidez na adolescência. O projeto ''Crescer e Viver'' que aborda a gravidez precoce e a prevenção contra o uso de tabaco, álcool e drogas, envolve 60 alunos da escola, meninos e meninas, com idade entre 14 e 18 anos.
Como ''dever de casa'', cada aluno recebeu um pintinho e terá que cuidar da ave durante uma semana, como se fosse um filho. ''Tanto os meninos quanto as meninas terão que alimentar, limpar a sujeira e dar carinho quando o pintinho piar. A intenção é fazer com que eles vivenciem o processo de crescimento, responsabilizando-se pelos cuidados com a ave, como se estivessem cuidando do próprio bebê'', explicou a psicóloga Maria Madalena Lanssoni, da 17 Regional da Saúde, coordenadora do projeto.
''Eles vão ter a noção de que é bom engravidar, mas que essa gravidez tem que ser planejada. O objetivo é entender que a gravidez precoce, assim como o uso do tabaco, do álcool e das drogas impede a realização de sonhos'', afirma a psicóloga.
O projeto tem continuidade com uma oficina que acontece no próximo dia 3, onde os alunos terão que entregar os pintinhos e fazer uma avaliação. Também foi feito um trabalho com os pais, através de uma palestra, sobre a importância do diálogo com os filhos.
O projeto se estende durante todo o ano, envolvendo também os professores e os demais alunos da escola, com discussões e orientações em salas de aula. O Colégio, que atende 2.300 alunos no ensino fundamental e profissionalizante, tem hoje 8 adolescentes grávidas, além de problemas com consumo de álcool e drogas. ''Queremos reduzir esse índice e evitar que outras jovens engravidem ou que se envolvam com drogas'', afirma a psicóloga.
A estudante Sabrina Taiane Luz, de 11 anos, levou o pintinho para casa e se comprometeu a cuidar da ave. ''Acho que vai ser fácil, mas só na hora vou saber''. Outra estudante, Stela Rezende, de 13 anos, não tinha a mesma visão. ''Não sei se vou gostar de ficar limpando o local onde ele vai ficar''. Apesar da dúvida, a aluna conta que já ajuda a mãe a cuidar do irmão mais novo. ''Já estou acostumada. Não vai ser difícil''.
Para a diretora, Lúcia Cortêz Martins, a escola é uma referência no bairro. ''Atividades como estas só aproximam a comunidade e os resultados são muito positivos''.


