A direção da Escola Municipal Parigot de Souza, de Campo Mourão, encontrou uma forma diferente de fazer com que seus ‘‘alunos-problema’’ se comportem em sala de aula. O estabelecimento está chamando os pais desses alunos para que eles acompanhem seus filhos na escola.
A iniciativa foi adotada há um mês e, segundo a direção, vem apresentando bons resultados. ‘‘Os pais gostaram da idéia e acataram nossa sugestão’’, diz a diretora Cristina Davanço. Deste então, os problemas com os alunos ‘‘vigiados’’ diminuíram.
A maior dificuldade da escola era com os alunos do período noturno, que cursam o supletivo de quinta à oitava série. ‘‘Eles tinham problema de indisciplina, frequência escolar, destruição do patrimônio e notas baixas’’, revela a diretora.
Diante disso, a idéia da ‘‘vigia paternal’’ foi levada até a Associação de Pais e Mestres (APP). A princípio, foram chamados apenas os pais de nove alunos da sexta série, que são considerados os mais problemáticos da escola, mas o programa acabou sendo estendido.
‘‘Já existe até um cronograma para os pais frequentarem a escola com seus filhos’’, conta Cristina. De 10, o programa passou a atender 19 alunos em menos de um mês de funcionamento.
O acompanhamento é feito em forma de rodízio. Cada dia, um pai permanece na sala de aula. O objetivo é que ele acompanhe os alunos para conter as manifestações de rebeldia. E como os resultados têm sido satisfatórios, a frequência dos pais também é considerada boa. ‘‘Toda noite vem um deles’’, frisa a diretora.
Segundo a direção da escola, o índice de indisciplina e de depredação do estabelecimento diminuiu consideravelmente. A queda da indisciplina e o aumento da frequência escolar também permitiu o aumento no nível de aprendizado e, consequentemente, as notas melhoraram.
‘‘No primeiro dia, fiquei assustado com a bagunça’’, revela Antônio Ademir Fuzzeto. Ele foi um dos primeiros pais chamados para ‘‘vigiar’’ o filho. ‘‘Imagine se eu não estivesse aqui, pensei’’.
Fuzzeto aprovou a idéia e garante que volta à sala de aula quantas vezes for necessário. ‘‘Vendo o comportamento do filho na sala de aula, o pai pode dar um puxão de orelha quando for preciso’’, justifica.
No Colégio Estadual Marechal Rondon, a mais tradicional escola pública de Campo Mourão, a direção da APP também resolveu ‘‘combater pesado’’ os casos de depredação do estabelecimento. Os alunos flagrados são levados para a delegacia. Se forem menores, acabam no Conselho Tutelar.

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