Escola Carlos Dietz coleciona conquistas
A lista de reivindicações da Associação de Pais e Mestres (APM) da Escola Estadual Dr. Olavo Garcia Ferreira da Silva mais parece uma relação de obras necessárias para a reforma completa de um imóvel. Mas trata-se apenas de uma série de providências básicas para garantir conforto e segurança para os estudantes.
A entidade pleiteia a troca dos vidros quebrados das janelas, troca dos encanamentos para acabar com o mau cheiro dos banheiros, substituição de telhas para impedir o alagamento de salas de aula e aumento do muro para dificultar a invasão da escola.
Segundo a presidente da Maria de Lourdes Gimenes de Oliveira, os pedidos já foram encaminhados para o Núcleo Regional de Educação (NRE), mas a resposta é sempre a mesma: falta dinheiro para as obras. ''É muito perigoso porque alguém pode se machucar nos vidros quebrados das janelas'', comenta. Ela acrescentou que as famílias dos estudantes não têm condições de ajudar a pagar as obras.
Com relação às reivindicações da APM, a chefe do Núcleo Regional de Ensino (NRE) de Londrina, Geni de Lourdes Perineto, explicou que a direção precisa encaminhar projetos ao núcleo solicitando dinheiro para a reforma.
A dificuldade financeira dos pais é confirmada pelo fato de que apenas uma minoria usa o uniforme da escola rotineiramente. O problema é o preço, já que a camiseta com as inscrições da instituição de ensino custam R$ 9,50 cada.
Por outro lado, a Associação de Pais, Mestres e Funcionários (APMF) da Escola Estadual Carlos Dietz coleciona conquistas como a construção de uma quadra poliesportiva. A obra só saiu do papel graças ao trabalho da entidade, já que o dinheiro para a compra do material foi obtido com a venda de pizzas, festas e promoções da entidade. Já o pagamento da mão-de-obra ficou por conta da Congregação dos Palotinos, entidade proprietária do prédio da escola.
O presidente Ademplis Marchesini explica que os recursos arrecadados pela entidade também são usados para comprar material de consumo. A próxima meta, além de comprar uma nova aparelhagem de som, é cobrir a quadra de esportes.
Os pais também estão mobilizados com o objetivo de de ampliar o atendimento da escola. ''Atualmente os pais lamentam quando os filhos terminam a quarta série e têm de mudar de escola'', comenta.
O que impede a expansão é, a exemplo da Escola Olavo Garcia, a falta de espaço, uma vez que todas as salas estão ocupadas. A alternativa estudadas pela APMF é o uso de algumas salas inativas de um colégio particular que fica ao lado do prédio da escola. ''Estamos fazendo um abaixo-assinado para dar mais força à reivindicação'', destaca Marchesini. (F.R.F.)





