Escola aguarda equipamentos para o Centro Tecnológico
Silvana Leão
De Londrina
Alunos desestimulados, comunidade cobrando vagas que foram fechadas. Esta é a situação vivida pela Escola Estadual Professora Maria do Rosário Castaldi, localizada no Jardim Jamaica (zona oeste de Londrina). Em agosto do ano passado o estabelecimento teve várias salas de aula desativadas, que foram transformadas em um Centro Tecnológico. Os alunos do curso de eletrônica industrial, porém, jamais viram os equipamentos necessários para a formação de técnico de nível pós-médio.
Para não continuar sem as aulas práticas, foi desenvolvida uma parceria com a Universidade Estadual de Londrina (UEL). Até o mês de dezembro, os 30 alunos da primeira turma de eletrônica vão usar os laboratórios do curso de engenharia elétrica, no Centro de Tecnologia e Urbanismo (CTU).
As promessas eram que o Centro Tecnológico recebesse no primeiro ano investimentos na ordem de R$ 1 milhão, com reformas, ampliação, adequação e equipamentos. Até agora não recebemos nada, explicou o diretor do colégio, Carlos Augusto Genez.
Segundo ele, foi preciso tirar 550 crianças da 5ª a 8ª série da escola, para dar espaço ao Centro. Estas crianças tiveram que passar a estudar longe de casa, e agora a comunidade está cobrando providências, já que estamos com um espaço vazio aqui dentro.
De acordo com a assessoria de comunicação da Secretaria de Estado da Educação, o colégio vai receber os equipamentos através do Programa de Expansão, Melhoria e Inovação do Ensino Médio e Técnico (Proem), que foi implantando em julho do ano passado. No primeiro ano de implantação, porém, a prioridade foi para ampliação e reformas de escolas e implantação de laboratórios de informática no ensino médio.
Atualmente os recursos do programa estão sendo destinados à reforma e restauração de prédios históricos que abrigam escolas em todo o Estado, como o Marcelino Champagnat, de Londrina, já em obras. Numa segunda etapa, conforme informou a assessoria, serão contemplados os colégios técnicos. A expectativa é que o Castaldi seja equipado no primeiro semestre do ano que vem.
Como o Proem recebe recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), são necessários processos de licitação internacionais para a compra de equipamentos, que já estão sendo realizados. Enquanto isso, para que os alunos não fiquem sem aulas práticas, a Secretaria da Educação optou por realizar convênios com instituições, como uma solução emergencial. No caso do Castaldi, o convênio foi feito com a UEL.





