Arquivo FolhaMãos na terraEm Sapopema, estudo e trabalho garantem formação adequada a alunosCom as mudanças introduzidas pelo Proem, a partir de agora a meta será atender o filho do produtor rural para que ele possa retornar para casa em condições de tratar a propriedade da família como uma verdadeira empresa, que precisa agregar tecnologias e valores para transformar o seu produto, vender mais e ter mais lucro.
‘‘A nova diretriz prioriza a formação do agricultor da pequena propriedade. É ele que precisa ser fixado à terra, através dos ganhos em produtividade, única maneira de evitar o êxodo rural e dar qualidade de vida ao homem do campo’’, justifica o professor Ferrazza.
Além de oferecer cursos técnicos regulares em nível pós-médio, os colégios agrícolas funcionarão como Centros de Educação Profissionalizante do setor primário da economia, oferecendo cursos de qualificação, requalificação e reprofissionalização, em nível básico, para agricultores e outros interessados, fora do sistema escolar.
O produtor que não tem filhos também poderá frequentar o colégio agrícola, fazendo cursos para melhorar a produtividade de sua propriedade. ‘‘Esses cursos fora do sistema escolar terão o máximo de flexibilidade, porque todos nós sabemos que é impossível manter um agricultor um mês inteiro na escola. Ele tem que cuidar de sua terra. Com as inovações, ele poderá vir durante uma semana, voltar dentro de um mês...’ entusiasma-se o coordenador.
A partir das modificações previstas pelo Proem, o ensino pós-médio ficará mais adequado às novas características da agricultura, centradas na qualidade e na competitividade, e que impõem novos padrões de concorrência e de mercado. E, para atender às novas demandas, os técnicos precisam ter conhecimentos diversificados e possibilidade de reciclagem contínua e permanente.
Já em 98, os colégios agrícolas estarão oferecendo cursos técnicos em nível pós-médio para quem já tiver concluído o 2º grau. Aqueles que começaram a cursar o colégio agrícola no ano passado, ou mesmo antes, poderão concluir os quatro anos do curso sem qualquer alteração curricular.
A nova diretriz só vale para as turmas a partir de 98, e vai permitir que um maior número de alunos tenha acesso à educação profissional, quando já estão mais maduros para definir sua especialização.
O novo colégio agrícola conta com o apoio técnico da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisas Agropecuárias) e do Iapar (Instituto Agronômico do Paraná), da iniciativa privada e de entidades ligadas à agricultura. As mudanças serão aplicadas nas 14 escolas estaduais e em mais três federais que estão passando para a administração do Governo do Estado, incluindo-se o Colégio de Diamante do Oeste, da Universidade Estadual de Maringá, à unidade de Campo Mourão, da Faculdade Estadual de Campo Mourão, assim como o Colégio Agrícola de Ponta Grossa.

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