A Universidade Estadual de Londrina (UEL) divulgou ontem o gabarito oficial permanente da prova do seu vestibular de verão, realizado no último domingo, corrigindo um erro detectado no gabarito provisório, divulgado anteriormente. Questionada por colégios e cursinhos, a Coordenadoria de Processos Seletivos (Cops) reconheceu que a resposta da questão número 58 da prova de química estava errada. Na prova 1 a alternativa certa é a E; na prova 2 o correto é a alternativa A; na prova 3 o certo é a alternativa B e na prova 4 a alternativa correta é a C.
Pelo menos dois grandes colégios de Londrina, o Universitário e o Maxi, entraram com recurso questionando o gabarito inicial. As duas escolas também protocolaram pedido de anulação da questão de número 16 da prova de matemática. Segundo os professores que tentaram resolver o problema, os dados fornecidos no enunciado eram insuficientes para que o aluno chegasse a um resultado seguro ou a resposta encoontrada não bate com as alternativas oferecidas. ''Certamente teve aluno que perdeu um tempo enorme tentando resolver o problema'', disse o diretor do Universitário, Alderi Luiz Ferraresi.
Para o diretor, a prova aplicada pela Universidade trouxe textos muito longos e complexos. ''Foi uma prova cansativa'', definiu. Ferraresi também considerou que, por se tratar de uma prova de conhecimentos gerais, trouxe muitas questões com alto grau de especificidade. ''Não estou dizendo que a prova deveria ter sido fácil, mas sim que os candidatos de todos os cursos encontrasse o mesmo grau de dificuldade.''
O candidato Cassiano Germanovix, de 17 anos, concorda com Ferraresi. ''Os enunciados estavam muito grandes, cansativos.'' Cassiano revela que foi um dos que tiveram dificuldade para entender a questão 16 de matemática.
O professor Gileno Severino de Paiva Gonçalves Pereira, que dá aula de matemática no Colégio Maxi, também entrou com recurso na Cops ontem questionando a resposta divulgada pela UEL para a questão. ''Não consegui chegar a uma resposta'', informou. Para Gileno, os alunos estranharam os longos enunciados porque, de maneira geral, não estão acostumados a ler. ''A UEL seguiu a tendência das provas da Fuvest e do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). Na área de exatas foi cobrado o básico dos alunos, já na área de humanas houve muitas reclamações, as questões foram mais trabalhosas.''
O professor foi informado ontem à tarde pela universidade que já havia uma resposta para seu recurso, mas não teve tempo de conferir. Já na resposta recebida pelo Universitário, a UEL argumenta que o candidato tinha que supor que se tratava de determinada questão, e que portanto os dados fornecidos eram suficientes. ''Vamos analisar com calma a resposta para decidir se entramos com novo recurso'', disse Ferraresi.
A diretora pedagógica da Cops, Eliane Tomiasi Paulino, afirmou que os recursos são normais em qualquer processo seletivo, e que o prazo de dois dias úteis para a divulgação do gabarito definitivo serve justamente para que os questionamentos sejam analisados pela instituição. ''Tudo isso é perfeitamente normal dentro de um processo transparente'', afirmou. Segundo a diretora, nenhum candidato será prejudicado, já que a leitura dos cartões só é iniciada depois de analisados todos os recursos.
Eliane informou ainda que, no caso da questão 58 de química, houve um lançamento errado. A diretora não informou, porém, quantos recursos foram protocolados questionando o gabarito.

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