A imunização de um grupo de funcionários do Hospital Universitário (HU) contra sarampo, caxumba e rubéola acabou trazendo problemas. Quarenta e três funcionários, estudantes, médicos e residentes receberam uma dose excessiva da vacina e apresentaram reações como dores de cabeça, febres e vômitos. Ao todo 113 pessoas do HU e mais de 200 do Ambulatório do Hospital das Clínicas (HC) foram vacinadas.
As vacinas foram aplicadas há mais de uma semana pelo próprio Hospital Universitário. Os primeiros sinais de erro na dose apareceram logo em seguida. Uma reunião entre a direção e o setor de Moléstias Infecciosas (MI) decidiu pela aplicação da gamaglobolina nos 43 funcionários. A gamaglobolina, explica o superintendente do HU, Cláudio Camacho, reduz os efeitos da dose excessiva. Segundo ele, doses excessivas podem desencadear a doença. ‘‘Nossa maior preocupação é com o sarampo’’, diz.
Os funcionários receberam a gamaglobolina na quinta e sexta-feiras passadas e serão acompanhadas durante trinta dias. O período corresponde, com uma margem de segurança, ao tempo de incubação dos agentes infecciosos. Segundo Camacho, nesse período, os funcionários atingidos pelo excesso de vacina, passarão pelo médico semanalmente.
Cláudio Camacho afirma que nenhum funcionário precisou se ausentar do trabalho até o momento. ‘‘As reações foram fracas’’, justifica. ‘‘Mas se algum deles apresentar manifestações de uma das doenças terá que ser afastado’’. O problema com as vacinas vindas da Índia, foi durante o preparo, admite o superintendente. Mas os responsáveis ainda não foram identificados.
Segundo Cláudio Camacho, são vários os funcionários envolvidos com o setor de vacinação do Hospital. Ele afirma que o caso está sendo investigado e dentro de 15 dias o HU saberá o que aconteceu. Até lá, a vacinação contra sarampo, rubéola e caxumba está suspensa no Hospital. As outras vacinas continuam sendo aplicadas normalmente.

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