O cônsul paraguaio em Foz do Iguaçu, Alejandro Stumps Mendoza, de 70 anos, acredita que os brasiguaios enfrentam dificuldades para obter documento de imigração porque não estão fazendo o que deveriam. Segundo o cônsul, eles precisam ir - ou mandar um representante confiável - ao Ministério do Interior, em Assunção, com os documentos exigidos e dar entrada no pedido de carteira de migrante.
Se isso for feito, Mendoza assegura que o documento é expedido em no máximo 60 dias. ‘‘O que eles precisam é fugir de vigaristas, pessoas que não estão estão autorizadas a fazer a documentação e se aproveitam para explorá-los’’, alerta o cônsul. Para ele, esse tipo de golpe não é ‘‘privilégio’’ do Paraguai: ‘‘A vigarice é uma profissão mundial’’.
Há dois anos chefiando a representação diplomática em Foz do Iguaçu, o cônsul nega que haja uma decisão governamental do Paraguai para ‘‘expulsar’’ os brasiguaios. ‘‘Eles estão totalmente integrados e são muito importantes no sistema produtivo do país’’, afirma.

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