Erro em declaração de nascimento gera transtornos para mãe
Paulo Ubiratan
De Londrina
Um erro cometido por um funcionário do Hospital Universitário (HU) de Londrina vem causando uma série de transtornos à dona de casa Valderisse Mendes Vieira. Ela disse que não sabe mais o que fazer para alterar a data do nascimento da filha Milena Carolina. A menina nasceu no dia 5 de dezembro do ano passado, mas o funcionário que preencheu o documento conhecido como declaração de nascido vivo anotou dia 5 de outubro.
Qualquer pessoa nota que minha filha não tem quatro meses, pela sua estrutura física. Já procurei a direção do HU para sanar o problema mas eles até hoje (ontem) nada fizeram para resolver o problema, afirmou Valderisse.
A mãe disse que atualmente enfrenta dificuldades em todos os níveis, inclusive em relação as vacinas, dosagens de medicamentos e até no posto de saúde. Em todas as receitas e prontuários médicos o nome da minha filha não aparece. Consta apenas a observação: recém-nascida de Valderisse. Isto me causa constrangimento e todas as vezes que preciso apresentar minha filha, tenho que dar a mesma explicação para justificar sua idade, relata a mãe. Descobri o erro quando fui fazer o teste do pezinho. Aí já era tarde, pois já tinha feito o registro
Valderisse Vieira contou que a direção do HU lhe deu uma declaração justificando o erro, mas não foi aceito pelo cartório do 2º Ofício, que alegou já ter lavrado o nascimento de Milena Carolina com a data errada. Ela foi informada pelo cartório que a solicitação para um novo registro, retificando a data do nascimento de sua filha somente será possível por via judicial.
Não tenho dinheiro para contratar advogado. Acho também injusto ser obrigado a pagar pelos erros dos outros, desabafou. Apesar do problema a dona de casa enfatizou que recebeu excelente atendimento no HU, quando lá esteve para ganhar a filha.
A reportagem da Folha procurou ontem à tarde o funcionário José Antônio, apontado como responsável pelo erro. Uma funcionária do setor em que ele trabalha informou que ele já havia saído do hospital. Um dos procuradores do HU, Renato Tavares Yabe, disse que desconhecia a denúncia, mas afirmou que iria tomar as devidas providências. A dona Valderisse pode trazer o registro de nascimento e o documento emitido erradamente pelo HU. Se erramos nada mais justo fazer a reparação, afirmou Yabe.





