James Alberti
De Curitiba
Um erro da Prefeitura de Curitiba na compra de materiais para a manutenção da rede de iluminação pública provocou reclamação de cerca de 4 mil moradores da cidade. A troca de lâmpadas queimadas não foi realizada durante todo o mês de setembro por falta de material. O gerente de Iluminação Pública da prefeitura, Ernesto de Mello Wendeler, disse que o sistema voltou ao normal ontem, com a chegada de equipamentos, e que os pedidos devem ser atendidos em uma semana.
Segundo Wendeler, a aquisição do material é complicada porque não existe agilidade nos processos de compra, tanto por carta convite quanto por tomada de preço. O município, conforme ele, faz as compras de acordo com a necessidade de manutenção. ‘‘São feitas para atender dois meses’’, disse. No mês de agosto, porém, a aquisição de material foi reduzida pela metade. Resultado: faltou equipamento de reposição durante o mês de setembro.
Conforme o gerente, foram 25 dias de defasagem e o número de reclamações chegou a 2,2 mil. Mas uma atendente do serviço de reclamações da prefeitura, pelo telefone 200-1515, disse à Folha que os pedidos chegaram a 4 mil. A atendente afirmou ainda que as reclamações feitas somente ontem seriam atendidas num prazo de 15 dias.
A dona de casa Olga Baka, 50 anos, que reside na Rua Ingá, bairro Uberaba, disse ter reclamado à prefeitura sobre a falta de iluminação há mais de 30 dias. Olga não havia sido comunicada do problema e estava indignada com a demora no atendimento. Segundo ela, a falta de iluminação aumenta a insegurança e o medo. A dona de casa, por exemplo, tem evitado sair de casa à noite.
Além da falha na aquisição de materiais, o vandalismo aumenta o problema, segundo Wendeler. Ele disse que a prefeitura gasta cerca de R$ 60 mil mensais por causa da destruição de vândalos. Em média, afirmou o gerente, são trocadas entre 1,2 mil e 1,5 mil lâmpadas e 200 luminárias ao mês. O equipamento é destruído por pedras e tiros. A intenção dos vândalos seria, segundo Wendeler, deixar os pontos escuros para a prática de assaltos e tráfico de drogas.

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