Erro de digitação impede doações para crianças
Erro de digitação
impede doações
para crianças
Um gesto de solidariedade quase acaba sendo prejudicado por causa de um problema de digitação. Na semana passada, a Folha publicou a história da família Martins, que está com dificuldade em sustentar os filhos Karina, 8 anos, e Willian Rodrigues Martins, 5 anos, vítimas de uma doença rara conhecida como distrofia miotônica com síndrome cerebral. Sensibilizados com a matéria, diversos leitores se dispuseram a contribuir para ajudar os pais Lourival Rodrigues Martins e Rosemara Garcia, inclusive com dinheiro. No entanto, por causa da troca de um dígito da agência, nenhum deles pode ajudar.
Foi o caso da bancária e escriturária Leda Xiomento Oliveira, que vive em Londrina. Fiquei tocada com o problema das crianças e resolvi ajudar, tirando parte do que ganho para dar à família, disse. Leda teve um sobressalto quando tentou depositar uma pequena quantia na conta. Não existia o número, afirmou. Leda tentou diversas combinações e ia desistir, mas resolveu ligar para a Folha.
Procurada pela reportagem, a mãe de Karina e Willian Rodrigues Martins, Rosemara Garcia, informou que o número da agência estava errado. Ao invés de se publicar a agência 388, de Curitiba, saiu no jornal 386, de Castro.
Rosemara Garcia agradeceu a todos que querem ajudá-la. Com dinheiro que chegar, vou poder comprar o cilindro de oxigênio, colchão de água e fraldas. A doença das crianças afeta o sistema nervoso, prejudicando o desenvolvimento motor e mental. (I.R.)





