Um ‘‘equívoco’’ do Centro de Processamento de Dados (CPD) da Companhia de Habitação (Cohab) de Londrina imprimiu a cobrança de uma nova taxa, com o nome de acerto financeiro, no valor de R$ 2,00, nos carnês de abril. E revoltou os mutuários. A associação de moradores dos Conjuntos Giovani Lunardelli e Armindo Guazzi chegou a orientar os donos das 780 casas populares dos dois conjuntos a não pagarem a conta enquanto a Companhia não eliminar a taxa.
‘‘Pode parecer pouco, mas dois reais é muito dinheiro para o mutuário que já sua para pagar a prestação’’, reclama o presidente da associação, Acemiro Lopes. Ele disse que procurou a Cohab várias vezes na tentativa de obter explicações do porquê da nova taxa, mas nada conseguiu.
O diretor-financeiro da Cohab, Paulo Franzon, atribui o ‘‘desencontro’’ com Lopes aos seus inúmeros compromissos. ‘‘Minha porta está sempre aberta para quem quiser explicações.’’ Franzon confirma o engano na cobrança da taxa e garante que quem ainda não pagou a prestação poderá fazê-lo na sede da companhia, sem o acréscimo dos R$ 2,00.
Os mutuários que já pagaram, acrescenta Franzon, pagarão R$ 2,00 a menos na prestação de maio. O erro do CPD da Cohab, porém, pode vir a se tornar uma realidade. Franzon adianta que a nova diretoria está estudando uma forma de minimizar o impacto do custo operacional da companhia e a cobrança de uma taxa geral é uma das idéias que estão sendo avaliadas. Mas garante que qualquer decisão será discutida e avaliada com os mutuários antes de ser implantada.

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