‘Erramos, mas não levamos’
Os ex-diretores da AMA afirmaram que eram pressionados a participar das irregularidades, mas negaram que teriam benefício financeiro. ‘‘Erramos, mas não levamos’’, observou Mauro Maggi. ‘‘Nossa culpa foi ter assinado, fazer parte das irregularidades e não ter saído imediatamente da AMA’’, acrescentou.
Mais tarde, durante a entrevista coletiva, Maggi revelou que tinha pretensões políticas em Ibipor㠖 queria se eleger prefeito. Ele acreditava que o fato de ser ligado a políticos influentes traria vantagens futuramente. Agora, ele disse que não quer saber mais de vínculo político.
Ao contrário de Maggi e Kohatsu, o ex-diretor operacional da AMA, Júlio Bittencourt, evita falar sobre o assunto. Os dois dizem que não têm mais contato com ele. ‘‘Somos adultos e responsáveis, nós tomamos uma posição e ele, outra’’, afirmou Maggi.
Segundo os ex-diretores, depois que as irregularidades se tornaram públicas, várias pessoas da administração municipal prometerem apoio e até que pagariam advogado, mas isso não aconteceu. ‘‘Você confia nas pessoas até descobrir que não merecem’’, afirmou Kohatsu, que foi à coletiva acompanhado da mulher e dos dois filhos. (L.O.)

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