Erradicação de doença é ''impossível''
Segundo a responsável pela Seção de Biologia Médica Ambiental do Centro de Produção e Pesquisa de Imunobiológicos (CCPI), da Secretaria de Estado da Saúde, Ângela Maron de Mello, ''a febre amarela é uma zoonose impossível de ser erradicada''. Trata-se, afirma a médica, de uma doença de notificação internacional, cuja ocorrência pode implicar no fechamento de portos, aeroportos e fronteiras e até no bloqueio à exportação. Por isto, diz ela, ''é importante o monitoramento da doença em animais, humanos e outros vetores a fim de evitar a sua reurbanização''.
A febre amarela ocorre de duas formas: silvestre e urbana. ''A silvestre é endêmica em algumas regiões do Brasil e até o final da última década estava restrita à Amazônia Legal. Mas o comportamento do padrão silvestre sofreu alterações, comprometendo municípios do Maranhão, Piauí, Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Rio Grande do Sul e Santa Catarina'', relata Àngela. Desde 1937, o País vem utilizando a vacina antiamarílica produzida no Brasil para o controle da febre amarela.
No início do século passado a doença provocou dezenas de mortes em várias cidades do Brasil, ''gerando inclusive problemas internacionais para o país''.





