De cima dá para se ter uma noção do perigo, mas ninguém se arrisca. Ao passar no cruzamento das ruas Atílio Scudeler e Purus, próximo ao Centro Social Urbano (CSU) da Vila Portuguesa (Área Central de Londrina), a imagem que se tem é de pessoas e, inclusive veículos, desviando do trecho, que se tornou uma verdadeira armadilha.
A causa de tanto medo é uma erosão, que a cada dia aumenta de diâmetro, principalmente no período de chuvas, e já atinge uma profundidade de aproximamente cinco metros, ameaçando grande parte do asfalto.
''A gente tem que passar longe, pois a qualquer momento o asfalto pode ruir'', reclama João Ribeiro, 68 anos, que todos os dias corre no local. Segundo ele, o buraco começou pequeno, há cerca de três meses. ''Cada dia aumenta mais e a gente nunca vê ninguém falando que irá tomar providências'', lamenta.
A maior preocupação dos moradores é com as crianças, que atravessam o trecho diariamente para ir à escola e à creche do bairro. ''Dá medo só de pensar em um acidente envolvendo alunos e também idosos que costumam se exercitar por aqui'', diz a moradora Vitalina Maria dos Reis, que afirma ter visto por diversas vezes uma equipe da Sanepar colocando um cavalete de madeira com a mensagem de ''impedido''. Porém, segundo ela, de nada adianta, já que alguns vândalos acabam levando a sinalização embora. ''Não tem que colocar placa, nem cavalete. Tem que vir arrumar'', contestou.
A assessoria de imprensa Sanepar afirmou que a empresa não possui nenhuma obra no local. Informou ainda que as placas da companhia foram colocadas no local para auxiliar na sinalização, mas que a responsabilidade sobre o trecho de galerias pluviais é da administração municipal.
Funcionários da Secretaria de Obras estiveram no local ontem. De acordo com o diretor de Ações, Celso Alves da Silva, o que houve foi um rompimento da tubulação da rede de água pluvial, resultando no buraco. ''Vamos restaurar o 'poço de quebra', que é por onde passa a água da chuva e é feito para amenizar o impacto e o volume da água. O único problema é que precisamos que o tempo melhore para que possamos enviar trabalhadores para o local. Mas a comunidade pode ficar tranquila, que assim que o tempo melhorar já vamos providenciar a restauração daquele trecho'', garantiu. (Colaborou Fernanda Borges)

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