A erosão está levando a terra fértil e engolindo a produtividade do sítio da agricultora Maria Aparecida Lara, 40 anos. A propriedade da família dela fica no distrito de Guaravera (Zona Sul de Londrina).
A erosão teria começado há mais de 40 anos. Como o terreno da região é íngreme, o sítio recebe a água que escorre por três ruas do distrito. ''Não sei mais o que fazer, o buraco está aumentando a cada dia,'' avaliou Maria.
Em alguns pontos, a cratera formada tem cerca de cinco metros de profundidade.
''O problema da erosão começou ainda quando o meu pai tocava a propriedade '', contou. Segundo Maria, o pai cuidava de vacas e tinha produção leiteira no sítio.
Com as chuvas, a água suja que descia das ruas próximas depositava-se no potreiro onde os animais ficavam. Ele passou a perder animais no buraco provocado pela erosão e isso fez com que abandonase a atividade.
''No ano passado começei a plantar soja. Em dezembro, uma chuvarada levou metade da plantação,'' mencionou a agricultora.
Maria revelou que não sabe mais o que fazer com a erosão que está levando a fertilidade e o espaço a ser usado pela lavoura de soja.
''Já fizemos barreiras de contenção, mas a água escorre e leva tudo sempre. Metade da água de Guaravera passa pela minha propriedade'', afirmou.
Segundo o secretario municipal de Obras, Aloysio Crescentini de Freitas, uma equipe da Secretaria irá até o distrito nos próximos dias avaliar a situação do escoamento de água.
''Se realmente o sítio estiver na área urbana do distrito, poderemos fazer alguma obra de escoamento que melhore a situação no local,'' prometeu.

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