Erosão 'engole' calçada na Zona Sul
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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
Micaela Orikasa<br> Reportagem Local 
Ao passar pela Rua José Lázaro de Gouveia (Zona Sul), que margeia o Parque Arthur Thomas e dá continuidade à Rua Charles Lindenberg, dá para entender a indignação dos moradores.
Além da falta de calçadas, falta de iluminação, lixo acumulado e uma erosão próxima ao meio-fio pioram a situação. ''Dentro de uns dias, o asfalto pode cair também, pois a calçada já foi'', alerta Aparecido Gomes da Silva, que foi presidente da Associação de Moradores dos bairros San Fernando, Vale do Cambezinho, Monte Carlo e San Izidro, durante dois anos.
Quando chove, o drama dos moradores aumenta. ''Nesse trecho não tem calçada em nenhum dos lados, só mato. Então, isso aqui vira um lamaçal danado. Para não ficar pior, os moradores fazem a limpeza'', conta Aparecido.
Para resolver a situação foram enviados ofícios para a prefeitura, solicitando providências. Segundo a moradora Simara Santana, no mês de dezembro, fiscais da prefeitura estiveram no local. ''Eles vieram, examinaram e foram embora. Até agora estamos esperando uma resposta'', diz ela, que teme algum acidente fatal, pois a rua dá acesso à escola, posto de saúde, supermercado e igreja do bairro.
A erosão - que tem cerca de 7 metros de profundidade - começou há aproximadamente dois anos, dentro do Parque Arthur Thomas e, com o volume intenso de água, acabou derrubando a calçada, podendo a qualquer momento, ''engolir'' o asfalto, uma vez que o local é de tráfego intenso de caminhões.
Segundo Gérson da Silva, secretário do Meio Ambiente, órgão responsável pelo Parque Arthur Thomas, a erosão foi causada em razão da impermeabilização de todo o bairro, que cresceu ao longo dos anos. ''A estrutura da tubulação não suporta mais o volume de água devido ao crescimento da área. Com a pressão da água, que vai para as galerias pluviais, o primeiro tubo caiu e deu início ao processo erosivo'', explica o Silva, que está em negociação com a Sanepar para que se construa um emissário (tubulação onde passa o esgoto) dentro do Parque.
Mas, antes disso, segundo ele, é preciso uma compensação ambiental. ''A Sanepar já está concluindo o licenciamento ambiental junto com o IAP, Secretaria do Meio Ambiente e Ministério Público. Como é uma área de preservação ambiental, não podemos começar nenhuma obra antes de ser liberada pelos órgãos públicos'', afirma.
O secretário diz que somente após a construção do emissário será possível corrigir o solo onde houve a erosão, mas por enquanto não há uma data prevista para que isso aconteça.
Em relação às calçadas, o secretário de Obras e Pavimentação, Aloysio Freitas, diz que o município é responsável apenas pelo lado que margeia o Parque Arthur Thomas. ''O que a Secretaria de Obras pode fazer é abrir uma licitação a pedido da Secretaria do Meio Ambiente, uma vez que ela também é responsável em originar os recursos''.


