Marcos BorgesO síndico Ramos: sem solução

O edifício Isabela, na rua Pará (área central), está sendo prejudicado pela erosão. A calçada e a rua estão afundando, podendo ser vistos rachaduras e buracos. O muro do prédio também começa a ser afetado com várias fissuras.
O problema, segundo os moradores, começou a se agravar em agosto do ano passado, quando a Prefeitura foi procurada pela primeira vez. Até agora nada feito.
Para tentar evitar maiores estragos, os primeiros sinais de infiltração foram contornados com uma massa de cimento, passada na beirada do muro e entre a rua e o meio-fio. O que não resolveu o problema. O síndico Francisco de Paula Ramos mostra a árvore, já seca, que está solta no canteiro por falta de terra. Pedras e pedaços de madeira foram colocados para servir como calço para a árvore não cair. No ano passado, segundo Ramos, foi necessário reformar a tubulação de incêndio, que acabou cedendo por causa da infiltração. ‘‘Gastamos mais de R$ 500 mil para refazer o encanamento de incêndio’’, diz Francisco Ramos.
O síndico espera uma solução para reformar o prédio. ‘‘Precisamos consertar o muro e a calçada, mas antes que a Prefeitura controle essa erosão não podemos fazer nada’’, reclama Ramos. Ele afirma que, além do empurra-empurra entre Autarquia do Meio Ambiente (AMA) e Secretaria Municipal de Obras, nada foi feito pela Prefeitura. A última tentativa de Ramos foi na quinta-feira. ‘‘Só consegui falar com as secretárias e fui impedido de marcar um horário com os responsáveis.’’
A responsabilidade pelo assunto, segundo informações da Secretaria de Obras é do Departamento de Viação. O chefe do Departamento, Fernando Farah, disse ontem à Folha que não tinha conhecimento do problema na rua Pará, mas ontem mesmo pediria para um técnico verificar o que está acontecendo. ‘‘Precisamos saber o que é exatamente e se é responsabilidade da Prefeitura mesmo.’’

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