Erosão abre buraco na marginal da PR-445
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terça-feira, 13 de outubro de 2015
Aline Machado Parodi<br>Reportagem Local 
As chuvas dos últimos dias provocou a erosão de um trecho da marginal da PR-455, no sentido Curitiba. No local está sendo construído o viaduto de duplicação da rodovia com a Avenida Harry Prochet, na zona sul de Londrina. A erosão abriu um buraco e provocou rachaduras na pista, que foi parcialmente interditada. O trânsito está em meia pista.
De acordo com o Departamento de Estradas e Rodagem do Paraná (DER), uma caixa de contenção não teria suportado o volume de água e cedido, carregando terra por entre os pilares de contenção, chamados maciços, colocados recentemente pela empreiteira que está realizando a obra de duplicação, abrindo o buraco.
Para resolver o problema, o órgão estadual solicitou que a empreiteira antecipe a colocação das cortinas de concreto que vão cobrir os pilares. Segundo o superintendente do DER em Londrina, José Ferreira Heidegger, o serviço deveria ter começado na tarde de ontem, mas até por volta das 16 horas não havia nenhuma movimentação no local.
Heidegger garantiu que não há riscos de desmoronamento da marginal e que o trecho está bem sinalizado. "A colocação das cortinas vai conter a erosão", disse o superintendente. Ele acredita que em três ou quatro dias o serviço esteja concluído.
O buraco preocupa quem passa pelo local. A diarista Rosa Silva Santos, de 45 anos, trabalha na região e disse que já tinha percebido rachaduras na marginal antes do aparecimento do buraco. "Começou a rachar faz tempo e foi aumentando", afirmou. Um homem que trabalha com terraplanagem, e que prefere não se identificar, esteve no local e acredita que o buraco não coloca em risco quem transita por ali. "Está tudo bem sinalizado e não tem perigo de aumentar o buraco. Tem locais bem mais problemáticos nesta obra do que este aqui", afirmou.
Um dos trechos que têm colocado em dúvida a segurança da obra de duplicação é a construção do viaduto com a Avenida Dez de Dezembro, que está com rachaduras. Em agosto, o Ministério Público cobrou uma fiscalização mais efetiva do DER na obra. Para resolver as rachaduras na estrutura estão sendo colocadas 56 estacas raiz, um tipo de viga recheada com concreto armado, que darão sustentação aos muros. As rachaduras serão preenchidas com peças de um produto à base de neoprene. O estaqueamento no lado sul, sentido Curitiba, está na reta final. No lado norte, os trabalhos devem durar mais uns 10 dias.


