Curitiba - Com a inauguração, ontem, do novo setor de quimioterapia, o Hospital Erasto Gaertner, referência no tratamento multidisciplinar de câncer no sul do País, dobra sua capacidade de atendimento para 3 mil pacientes por mês. A obra, que custou R$ 300 mil, foi feita com recursos próprios da instituição, que comemora ter fechado o ano passado com dinheiro em caixa.
A nova ala de quimioterapia foi adequada para a Portaria 146 (março 2008), do Ministério da Saúde, que define que o tratamento oncológico deve ter atendimento integral desde o diagnóstico, o tratamento e a reinserção do paciente nas suas famílias. De acordo com a coordenadora-geral do hospital, Claudiane Ligia Minari, a partir de março já são esperados cerca de mil pacientes vindos de clínicas credenciadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) que não tinham equipe multiprofissional.
O espaço passou de 270 para 400 metros quadrados. Com a reforma, foram adquiridos novos leitos, mais confortáveis para os pacientes que fazem a quimioterapia de longa duração. Segundo Claudiane, o quadro de funcionários do setor também foi ampliado em 30% com a contratação de um total de 17 enfermeiras, médicos e pessoal administrativo.
A nova ala faz parte de um projeto de reestruturação do setor de atendimento do hospital. O primeiro passo foi a construção de um novo centro cirúrgico, entregue em fevereiro do ano passado. A segunda etapa contemplou o setor de quimioterapia e o último passo será a substituição de 75% dos aparelhos de radioterapia, prevista ainda para este ano.
De acordo com o superintendente do hospital, Flavio Tomasich, 95% dos tratamentos oncológicos realizados pela instituição são pelo SUS. Mas, com o apoio dos parceiros, de políticas públicas e dos doadores, o hospital foi um dos únicos a encerrar o ano, mesmo atravessando a crise financeira, com saldo positivo. "Terminamos 2008 com R$ 200 mil em caixa, mesmo tendo aplicado cerca de R$ 10 milhões em melhorias estruturais e de tecnologia. Sendo uma instituição que depende de recursos do SUS, isso só possível graças a uma boa gestão e à ajuda da comunidade", diz.

mockup