Aos 39 anos de idade, o assistente jurídico Luis Sebastião Rodrigues começou a sentir taquicardia mesmo em repouso. Preocupado com o sintoma, que se manifestou há quase um ano, ele procurou o médico e foi orientado a praticar exercícios físicos. ''Passei a caminhar e fazer academia. Melhorei 100%, era puro sedentarismo'', disse ele, cujo pai morreu em decorrência de problemas cardíacos.
Rodrigues afirma que os principais benefícios da mudança de hábitos foram a diminuição de dores musculares e o controle do estresse. Ciente de que os exercícios são importantes em todas as fases da vida, ele agora tenta incentivar o sobrinho Eduardo, 8, a praticar atividades físicas. ''É bom começar cedo'', acredita.
O personal trainner Pedro Braz, 30 anos, leva a sério as orientações que passa aos alunos e procura praticar exercícios que lhe tragam prazer. ''Também procuro descansar o suficiente e me alimentar bem'', contou. Segundo ele, a maioria dos alunos usa a academia como válvula de escape para o estresse do dia-a-dia. ''Por isso, procuramos respeitar a individualidade de cada um para tornar a prática de atividades mais agradável. Ir até o limite no treinamento nem sempre é o objetivo.''
O procurador da Fazenda Nacional Alessandro Lucas, 31, começou a praticar exercícios aeróbicos, além da musculação, para garantir o bom funcionamento do coração. Com uma rotina estressante que inclui o trabalho, o curso de mestrado e o magistério, ele adotou as atividades físicas para aliviar o estresse. ''Me ajuda a relaxar'', contou ele, que vai à academia na hora do almoço por falta de tempo. ''A dica é procurar uma atividade que dê prazer.''(C.A.)

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