Maringá - Um trabalho com equoterapia realizado em Maringá tem ajudado pessoas com deficiências a desenvolver a coordenação e se integrar à sociedade. No último fim de semana, uma competição entre os participantes do projeto, na Sociedade Rural de Maringá (SRM), serviu para integrar alunos e familiares. Essa é a terceira edição do evento. O trabalho é desenvolvido na cidade desde 1997 e conta hoje com 60 participantes.
A avó de um dos praticantes, Nair Nertolini, informou que seu neto Douglas, de 19 anos, sofreu traumatismo craniano na infância, vítima de um acidente automobilístico. Desde então, tem feito a equoterapia e a cada ano os resultados são melhores. ''Ele foi o primeiro aluno e hoje já anda sozinho e consegue desenvolver diversas outras atividades. Vendo ele andar hoje, é difícil acreditar as dificuldades que enfrentou'', afirma.
Douglas arrumou emprego há alguns meses em uma empresa da cidade e pensa em cursar uma universidade. Mesmo assim, ele largaria qualquer outra atividade para continuar fazendo a terapia. Para ele, a competição é muito gratificante, porque é possível ver o desenvolvimento de todos.
Nadir Conceição Zuca Ribeiro, tem um filho de 21 anos que faz a terapia há oito anos e conta que ele mudou muito nesse período. ''Ele tem autismo e com o trabalho nos cavalos passou a ficar mais calmo e concentrado'', elogia. De acordo com ela, é possível ver a mudança de comportamento dele após as aulas, quando fica muito mais tranquilo.
A fisioterapeuta e coordenadora do projeto, Marisa Cordeiro Tupan, explica que resolveu criar a competição entre os praticantes para que todos pudessem mostrar seus avanços e também integrar as famílias. ''Cada um percorre o circuito de acordo com suas limitações. Na verdade, é mais um dia especial para reunir as pessoas''.
Os praticantes têm idades entre 3 e 36 anos e 20% dos alunos recebem o tratamento gratuitamente. O projeto tem apoio da SRM.
Segundo Marisa, o cavalo é usado porque tem movimentos semelhantes aos do caminhar das pessoas, por isso, ajuda na coordenação. Os praticantes melhoram a auto-estima e conseguem se socializar melhor.
Na equipe do projeto trabalham fisiotepaeuta, fonoaudióloga, psicopedagoga e instrutores de equitação. ''Na verdade, nada seria possível sem os três cavalos que usamos. Eles são fundamentais'', brinca Marisa.

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