Equipes saem à caça de pontos de prostituição
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quarta-feira, 18 de maio de 2005
Vanessa Navarro<br> Reportagem Local 
Cinco equipes coordenadas pelo Programa Sentinela iniciaram ontem, em Londrina, uma série de visitas a estabelecimentos que podem servir como pontos de exploração sexual comercial infanto-juvenil em Londrina. Um levantamento prévio indicou a existência de até 30 locais onde esse tipo de exploração é mais visível no município, adiantou a coordenadora do Sentinela, Télcia Lamônico de Azevedo Oliveira.
Ontem foi Dia Nacional de Combate à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. Nos últimos quatro anos, a data tem servido para impulsionar campanhas relacionadas ao tema em Londrina, mas é a primeira vez que o Município realiza um trabalho intensivo focado especialmente na prostituição. A nova ofensiva foi lançada ontem, no saguão da prefeitura, com a presença de representantes de vários órgãos e entidades que serão parceiras na ação.
''Assim como existe uma rede organizada de exploração sexual comercial, as pessoas precisam saber que agora existe também uma rede organizada de proteção'', declarou Télcia. Entre os integrantes dessa rede estão o próprio Sentinela (programa municipal que atende crianças e adolescentes vítimas de abuso e exploração sexual), o Conselho Tutelar, o programa Sinal Verde (voltado ao público em situação de rua) e a Polícia Militar (PM).
Télcia explicou que todos esses órgãos estão representados em cada uma das cinco equipes designadas para realizar as abordagens em estabelecimentos da cidade. Também participam do trabalho alunos do curso de turismo da Universidade Filadélfia (Unifil). Outro reforço vem do Sindicato dos Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Londrina e Região (Sind-Hotéis), que patrocinou a confecção de adesivos com a frase ''Este estabelecimento participa da rede de combate à exploração sexual''.
''Todo estabelecimento sério e honesto irá receber esse adesivo. Costumeiramente, orientamos nossos associados sobre questões como a exploração sexual. Mas há estabelecimentos clandestinos, que vivem à margem da lei, sob os quais não temos controle'', afirmou o presidente do Sind-Hotéis, Alzir Bocchi.
Segundo a coordenadora do Sentinela, a primeira etapa da campanha vai até sábado, com abordagens diárias a hotéis, motéis, postos de gasolina, bares, boates e outros pontos que podem abrigar ou mesmo incentivar a prostituição infanto-juvenil. ''Primeiro vamos ver como foi a aceitação, registrar se os estabelecimentos estavam abertos, orientar proprietários e funcionários. Se for constatado de imediato algum crime de exploração sexual, a polícia irá atuar'', ressaltou.
Exploração sexual, de acordo com Télcia, pode incluir funções como as de garçonete e dançarina, em caso de exposição do corpo. Ela disse não ter números específicos sobre prostituição. ''Mantemos contato e vínculo com cerca de 15 adolescentes, mas sabemos que há um número muito maior. É uma situação difícil de mapear'', concluiu.


