Milton DóriaDescasoConclusão da CNT: situação das estradas permanece igual a de 96As oito equipes de pesquisadores treinados pela Confederação Nacional do Transporte viajaram por 26 estados e o Distrito Federal. Segundo o presidente da entidade, Clésio Andrade, foram percorridos 38.766 quilômetros de estradas, que representam 75% da malha rodoviária federal.
Ele acrescenta que a cada 50 quilômetros foi feito um relatório analítico sobre a conservação geral, a sinalização, o pavimento e a engenharia.
Esta foi a terceira pesquisa nacional realizada pela CNT. ‘‘Ela vai subsidiar, assim como as anteriores, com informações atualizadas o Congresso Nacional, o Poder Executivo e o Banco Mundial, que sempre utilizam nossa pesquisa no planejamento de alocação de recursos e financiamentos’’, justificou Andrade.
Os números nacionais da confederação são piores que os do Paraná. Dos 38.766 quilômetros de rodovias federais pesquisadas, a CNT conclui que 92,3% encontram-se em estado péssimo ou deficiente de conservação.
Em relação ao estado geral de conservação, a pesquisa de 97 diz que 89,4% das estradas nacionais estão deficientes, 2,2% estão ruins, 0,7% péssimos, 0,5% ótimos e 7,2% apresentam boas condições.
Quanto à sinalização, 76,2% estão entre péssimo e deficiente, dos quais 42,6% são considerados em estado crítico e 33,6% que em breve poderão chegar à mesma situação.
Sobre a situação do pavimento, a CNT diz no relatório final que 85,3% das rodovias pesquisadas ficam na faixa de péssimo a deficiente. No detalhamento, a tabulação final aponta: 62,8% deficiente, 19,1% ruim, 3,4% péssimo, 9,7% ótimo e 5% em boas condições.
Outro item analisado, a engenharia, foi classificada como deficiente em 93,3% da extensão pesquisada: ‘‘Em função da predominância da pista simples com acostamento em regiões que apresentam, em sua maior parte, uma topografia acidentada’’.
Em comparação à pesquisa de 96, a CNT conclui: ‘‘Não houve uma evolução qualitativa em relação à pesquisa do ano anterior’’.

mockup