Seis oficiais da Polícia Nacional, dois fiscais e dois juízes paraguaios embarcam na próxima semana para Taipé, capital de Taiwan. Durante 45 dias, a equipe vai permanecer na ilha do continente asiático - uma ex-colônia da China - para estudar a forma de atuação da máfia chinesa. A viagem foi acertada depois que os governos do Paraguai e de Taiwan celebraram acordo para combaterem juntos a organização.
‘‘As informações que temos até agora têm base apenas nas informações dos chineses que moram na fronteira e são vítimas da organização’’, afirma o chefe de Gabinete, Planejamento e Relações Públicas da Polícia Nacional em Ciudad del Este, Antonio Ibarra Colmán.
Uma das informações já conhecidas é que três ramificações da máfia chinesa atuam na fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina: a Fu-Chin, sediada na China, a Tai Chien, de Hong Kong, e a Mincura, de Taiwan.
Devido ao avanço da criminalidade na fronteira, os governos dos três países criaram um comitê tripartite de inteligência. O integrante brasileiro é o delegado da Polícia Federal em Foz do Iguaçu, Airton Vicente. Procurado pela Folha, Vicente se recusou a dar entrevista.
Além das polícias dos três países, a Interpol (Polícia Internacional) está colaborando no combate à máfia chinesa. Quando algum suspeito de integrar a organização é preso, a Interpol envia à Ásia os documentos apresentados por ele, para conferir se são verdadeiros. A Interpol se certifica também se há ordem de prisão contra o suspeito em qualquer lugar do mundo. (Valmir Denardin)

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