Com roupas camufladas, gravadores, binóculos, redes e muita cautela, os biólogos entram pela mata de madrugada, na tentativa de encontrar os animais. O silêncio é fundamental. ‘‘Procuramos nos contextualizar ao máximo para conseguir a aproximação’’, explicou a bióloga Bianca Reinert.
Logo cedo, as redes para passarinhos são estendidas. O material da rede é próprio para não machucá-los. Eles são pegos para uma identificação e soltos em seguida. A experiência mais marcante para os biólogos foi encontrar o pula-pula. Um passarinho de cor verde e amarela, raro no Paraná. Segundo o biólogo Marcos Bornschein, este foi o segundo registro de pula-pula no Paraná. O primeiro foi em Andirá, na Mata do Barbosa.
Quanto aos animais maiores, os biólogos terão que voltar em uma nova expedição para identificá-los. Em uma semana na mata, eles encontraram diversos bugis, um tamanduá-mirim (também em extinção) e tatus, entre outros.
O fotógrafo Zig Koch, de Curitiba, acompanha o trabalho dos biólogos, fotografando as espécies encontradas. Além da Mata São Franciso, os biólogos fizeram um levantamento da Unidade de Conservação Ecocentro em Cornélio Procópio.

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