A Secretaria Municipal de Assistência Social, em parceria com a Associação Projeto de Educação do Assalariado Rural Temporário (Apeart) e o Conselho Tutelar de Londrina, iniciou ontem um trabalho de avaliação e capacitação. A atividade é voltada a educadores e assistentes sociais que participam do Projeto Sinal Verde, que atende crianças, adolescentes e adultos em situação de risco. A iniciativa se concentra àqueles que moram ou vivem em situação de mendicância nas vias públicas.
Segundo a secretária municipal de Assistência Social, Maria Luiza Rizotti, do ano passado até agora houve uma redução de pelo menos 50% das crianças e adolescentes pedintes. Entretanto, ela destaca que alguns pontos ainda são considerados preocupantes. ''De forma geral, a área central, especialmente o (ginásio de esportes) Moringão e o Zerão, além de algumas avenidas, como a Tiradentes, ainda concentram casos'', disse.
Para a coordenadora pedagógica do Sinal Verde, Ana do Amaral Oliveira, a equipe se concentra agora na capacitação política e pedagógica do grupo, composto por seis assistentes sociais, uma pedagoga, quatro educadores sociais e 21 auxiliares educativos, os quais abrangem 208 bairros. A maioria dos quase 20 atendimentos diários, ela conta, é feita por meio de solicitações da comunidade, pelo telefone. ''Vamos até o local, conversamos com a pessoa em situação de risco e a orientamos a ir para casa, ou, se ela não tiver, a ir para um abrigo ou ao Conselho Tutelar. De lá, ela é encaminhada para algum projeto social do município'', explica.
Responsável pela abordagem tanto em ruas quanto em mocós, um dos educadores do projeto, o filósofo Dorival Santana, conta que, apesar de gratificante, a tarefa ainda tem alguns obstáculos importantes a serem superados. ''Um deles é o uso de drogas, que aumenta a resistência à orientação de uma pequena parcela dos atendidos'', comentou. O outro, afirmou a secretária Maria Luiza, não depende apenas do Sinal Verde, pelo contrário. ''O projeto só vai avançar quando a população se conscientizar de que não deve dar esmola.''
As ligações indicando pontos de moradia ou de mendicância podem ser feitas pelos números 9991-4568, 9996-3497 ou 3356-4172.

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