Maringá - Percorrer perto de 17 quilômetros com dois protótipos, um movido a gasolina e outro a eletricidade, consumindo o mínimo possível de combustível. Esse é o desafio que será enfrentado por um grupo de estudantes de engenharia mecânica da Universidade Estadual de Maringá (UEM). A empreitada une o trabalho de conclusão de curso e a participação na Maratona de Eficiência Energética.
Reconhecida pela Confederação Nacional de Automobolismo (CBA), a maratona será realizada, pelo terceiro ano consecutivo, no campo de provas de Cruz Alta, da General Motors do Brasil, em Indaiatuba, no interior paulista. Participam estudantes de universidades e escolas superiores de engenharia de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. A equipe maringaense é a única representante do Paraná. A disputa começa hoje e segue até o dia 29.
Os modelos desenvolvidos pelos estudantes paranaenses foram fabricados em fibra de vidro e de carbono. Os materiais foram obtidos com patrocínios e auxílio de empresários da cidade. A competição é uma vitrine para importantes empresas de setores como mecânica, combustíveis, pneus e rolamentos.
''É uma oportunidade para troca de experiências e para fazer contato com empresários de diversos ramos. A maior vantagem é o aprendizado'', comentou o estudante André Martinelli, 24 anos.
O trabalho começou há quatro meses e teve acompanhamento do professor Hugo Flávio Benassi Zanqueta, que ministra as disciplinas de mecânica dos fluidos e mecânica da fratura. A divisão de tarefas foi completa. Martinelli ficou responsável pelo marketing e busca de patrocínios.
A confecção dos protótipos ficou a cargo dos também alunos de engenharia mecânica Luís Henrique dos Santos, 25 (carenagem), Glauco Miyata Gasparetto, 26 (motor), Bruno Paes Leme Goulart, 23 (motor), Janser Henrique Kimura, 26 (chassi) e Douglas Baltazar de Oliveira, 24 (comandos e acionamentos).
As pilotas também são alunas da UEM: Lizandra Martinelli, de engenharia mecânica, vai dirigir o protótipo a gasolina, e Andressa Hirotsu, do curso de engenharia de alimentos, comandará o modelo elétrico.
A primeira meta é superar o desempenho do ano passado, quando o protótipo desenvolvido pelo grupo não conseguiu completar a prova. Outro objetivo é, de acordo com André Martinelli, fazer com que o modelo a gasolina consiga fazer cerca de 500 km/l.
O custo dos dois protótipos ficou em R$ 6 mil: R$ 3,5 mil para o modelo a gasolina e R$ 2,5 mil para o elétrico. A viagem será com ônibus da universidade.
Segundo os integrantes, o concurso tem preocupação especial com a segurança. O regulamento prevê tipos específicos de macacão e capacete e obrigatoriedade de freios emergenciais. Os cuidados se justificam uma vez que a velocidade média que deverá ser atingida pelos protótipos construídos pelos maringaenses é de 24 km/h.
Nos dois últimos anos, a equipe vencedora foi a da Universidade Mackenzie, de São Paulo, que obteve as marcas de 151,2 km/l e 396 km/l, respectivamente. A premiação será um veículo protótipo Celta para as escolas vencedoras em cada categoria. Da segunda a quinta colocada, os prêmios serão motores completos e licenças de softwares.

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