Equipamentos não são suficientes
Equipamentos não são suficientes
Os equipamentos entregues ontem pela Secretaria Estadual de Saúde, orçados em aproximadamente R$ 20 mil, serão utilizados numa futura unidade de pediatria semi-intensiva da Santa Casa de Cambé. Entre eles estão incubadora, aparelhos de laringoscopia, unidade de reanimação do recém-nato (de 0 a 28 dias), amnioscópio (para examinar o líquido amniótico), beço aquecido com calor radiante, laringoscópio e outros.
Somente esses equipamentos, no entanto, não são suficientes para a implantação da unidade. A diretora-administrativa da Santa Casa, Izabel Aparecida da Silva, informou que para completar o serviço seria preciso um novo investimento de aproximadamente R$ 50 mil.
Já uma Unidade de terapia Intensiva (UTI) pediátrica completa tem custos avaliados em R$ 200 mil e equipamentos bem mais sofisticados, como ventilador pulmonar, oxímetro (para medir a oxigenação do sangue), monitor cardíaco e outros. Sem contar ainda a contratação e treinamento de profissionais especializados.
A assistente administrativa da Santa Casa, Cristiane Gazzo, informou que o hospital recebe hoje por mês aproximadamente cinco crianças que necessitam de serviços de uma UTI pediátrica. Todas têm que ser encaminhadas para Londrina - isso quando há leitos disponíveis.
A unidade semi-intensiva será mais um serviço de pediatria que começa a ser oferecido pela Santa Casa. O hospital está concluindo uma grande reforma, que atinge cerca de 500 metros quadrados de área, que aumenta o número de leitos de nove para 20.
Além disso, segundo Izabel da Silva, o hospital está implantando um programa chamado família participante, baseado na experiência do Hospital Pequeno Príncipe de Curitiba. A idéia, segundo ela, é envolver a família no tratamento das crianças, com treinamentos relativos não só à higiene quanto também à alimentação. O setor também receberá pintura com motivos infantis para eliminar o aspecto tradicional de hospital. (L.H.)





