As blitze foram intensificadas e as multa são pesadas, mas a preocupação com a qualidade do som que se ouve no carro não precisa ser deixada de lado. Segundo o chefe regional do IAP, Ney Paulo, a compra ou uso de equipamentos potentes nunca esteve proibida. ''Nossa intenção é simplesmente inibir o uso abusivo destes equipamentos'', avisa.
Para isso, Ney Paulo relembra os motoristas de que o limite imposto pelas leis ambientais vigentes no País é de 70 decibéis durante o dia e 60 decibéis à noite, volume equivalente ao de um carro transitando em velocidade normal ou de uma pessoa gritando.
Nas operações, o IAP usa um decibelímetro para medir o volume do som nos carros, acionado a uma distância de 1,5 metro do veículo. Mas, na avaliação do chefe do IAP, o bom senso é o melhor medidor para os motoristas que querem evitar problemas com a fiscalização.
''As pessoas sabem quando estão ouvindo um som alto, que pode estar incomodando a vizinhança. O som de um carro vai estar em um patamar razoável quando não sair deste veículo. É a melhor medida para se saber quando está incomodando'', explicou.
Apesar de estarem começando a enfrentar prejuízos com o aumento do rigor nas fiscalizações, os donos de lojas admitem ser favoráveis ao uso racional do som. ''Se existem leis que dizem que não se pode fazer barulho, então estas leis devem ser respeitadas'', afirma Bassan. ''Tem que haver limites. Até porque a maior parte do pessoal que usa este tipo de som o faz simplesmenete para aparecer'', completa Teixeira.
Ney Paulo também faz um alerta para as lojas do ramo. ''Elas podem ser co-responsabilizadas pela infração, sendo autuadas e pagando multas'', avisa. Por isto, os empresários também passaram a assumir as responsabilidades sobre a venda de equipamentos. ''Passamos a orientar que nos procura para instalar um som externo, e as pessoas não oferecem resistência quando tomam consciência do tamanho do prejuízo a que estão sujeitas'', diz Teixeira.

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