Equipamentos enfrentam teste da rua
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 02 de outubro de 1997
Luka Morais Londrina 
Mário CésarParafernália da multaRadar móvel, que abrange quatro faixas de rolamento e fotografa carros até 30 metros de distância: equipamento usado em São Paulo Três empresas fizeram ontem na demonstração de controladores de velocidade e detectores de avanço de sinal nas ruas de Londrina. As empresas foram chamadas pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano (Ippul).
O Ippul deverá realizar em 30 dias licitação para contratar empresas que prestarão o serviço. A intenção do Instituto é fazer com que os motoristas reduzam a velocidade no perímetro urbano a uma média de 40 km/h. Para que isso ocorra serão instalados, até o final do ano, cerca de 80 radares fixos e mantidos cinco aparelhos móveis. Os infratores terão que pagar multas, atualmente no valor de R$ 72,86, mas que podem chegar a R$ 163,94 pelo novo Código Nacional de Trânsito.
A demonstração dos equipamentos foi feita pela manhã em um trecho da avenida Juscelino Kubitschek. A via, segundo informou o diretor-presidente do Ippul, Mário Stamm Júnior, vai receber cinco controladores de velocidade.
Mário CésarPlacar da velocidadePainel educativo, um dos equipamentos produzidos pela empresa GHF e testados em Londrina: aparelho informa a velocidade dos veículos
O diretor da Construtora Laços Detetores e Eletrônica Ltda. (Consladel), Labib Faour Auad, que presta serviços para a Prefeitura de São Paulo, informou que o custo do radar móvel é de US$ 100 mil. Fabricado na Holanda, o equipamento é capaz de registrar a imagem fotográfica de veículos em quatro faixas de rolamento, a uma distância de até 30 metros do ponto onde está instalado.
Em São Paulo, a empresa tem um contrato que prevê o repasse de R$ 17,17 por multa paga, até o limite de 40 mil infrações registradas. Acima desse limite, passa a receber 30% do valor arrecadado.
O engenheiro da empresa GHF, Evandro Ferreira, trouxe para Londrina equipamento computadorizado que fornece em alguns segundos a imagem do veículo infrator. O custo da aparelhagem é de R$ 82 mil. O equipamento inclui pistola a laser, câmera digitalizadora, central de armazenagem de informações, monitor e impressora térmica.
O aparelho que é fabricado nos Estados Unidos acaba de passar por exames pelo Instituto de Metrologia (Inmetro) e da Polícia Rodoviária de São Paulo, mas não foi instalado em nenhuma cidade brasileira. O engenheiro informa que, pela prestação do serviço, a empresa teria que receber em torno de R$ 10,00 e R$ 15,00 do valor de cada multa paga.
O engenheiro também fez a demonstração de um painel educativo, que informa a velocidade dos veículos, e também de um radar portátil, com funcionamento a pilha, que pode ser usado para verificar a distância e velocidade dos veículos, auxiliar nas perícias em acidentes, fornecer informações sobre localização de carros e fazer levantamento estatístico do trânsito.
Técnicos da empresa Aliança, de Blumenau, demonstraram o funcionamento do fotossensor, que detecta a parada do veículo sobre a faixa de pedestre e também acusa o avanço do sinal vermelho. O sistema funciona com o uso de dois laços magnéticos colocados no início e fim da faixa de pedestre. O motorista que parar sobre a faixa tem oito segundos para retornar antes de ser fotografado.


