Emerson Cervi
De Curitiba
O Sindicato dos Engenheiros Eletricistas do Paraná (Senge–Pr) está promovendo um curso sobre as novas determinações da Norma Brasileira 5410 para redes de baixa tensão. ‘‘O objetivo é discutir as regras determinadas pela norma, que aumentam a segurança nos sistemas elétricos domiciliares’’, disse o engenheiro eletricista Glauco Luciano Machado, um dos organizadores do evento.
Entre as mudanças previstas está a obrigatoriedade do uso de dispositivo diferencial residual junto aos disjuntores. ‘‘Esse dispositivo evita correntes de fuga, que causam pequenos choques’’. Desde 1980 havia uma recomendação para o uso do DDR. Agora, ele passa a ser obrigatório.
Uma das mudanças mais importantes é a prescrição de disjuntores domiciliares. Antes da norma, a maioria dos disjuntores utilizados no Brasil seguem as normas americanas, que é mais barato. Mas o padrão do sistema da rede elétrica é europeu. ‘‘A obrigatoriedade de usar disjuntores pelas normas européias, o número de acidentes com rede elétrica vai diminuir’’, afirma o engenheiro.
Segundo ele, o disjuntor americano indicado para uma rede com corrente de 10 amperes, só identifica como curto-circuito corrente acima de 500 amperes. No padrão europeu, com mais de 50 amperes o disjuntor identifica como curto-circuito e corta a transmissão de energia. ‘‘Uma rede com previsão de corrente de 10 amperes que recebe 500 amperes perde suas condições de segurança’’, explica.
De acordo com o palestrante do seminário, Ademaro Cotrim, presidente do Comitê Brasileiro de Eletricidade (Cobei), 95% dos incêndios domiciliares na cidade de São Paulo tem origem na rede elétrica. ‘‘Em Curitiba não deve ser muito diferente’’, afirma.

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