Equipamentos ainda estão guardados em casa
Londrina - Ainda hoje o protético Sadi Sardinha mantém a sua escrivaninha de trabalho e um equipamento chamado lâmpada Hanau, que funciona como uma espécie de maçarico para moldar a cera usada para confeccionar as próteses. Sardinha se tornou um protético consagrado no Brasil inteiro, conhecido pela qualidade das pontes móveis. Chegou a lecionar a disciplina de próteses na Universidade Estadual de Londrina.
Paulo Aversa, por sua vez, deixou o trabalho de protético e passou a comercializar ouro odontológico. Ele ainda guarda a balança usada para pesar o material. "Esse ouro era comercializado em disco. Nós esquentávamos para ficar vermelhinho e quando ficava quente usávamos um martelo de chifre para não amassar. Usávamos para coroas de pré-molares e incisivos."
Do início difícil, eles se recordam do tempo em que Sardinha, depois de permanecer um pequeno período fora da cidade, ao retornar não conseguia mais alugar um imóvel. "Nós saíamos com uma charrete procurando um lugar para alugar, mas naquela época não existiam imobiliárias. Acabamos encontrando umas pessoas que construíam casas de madeira nas proximidades do atual Estádio do Café e em um mês eles terminaram o serviço", relembra Aversa.
Questionados sobre o que eles diriam aos novos profissionais da área, Sardinha afirmou que eles precisam estar à altura do mercado se preparando bem. "Tem que acompanhar o desenvolvimento para aprimorar." Aversa por sua vez incentivou aqueles que escolheram ser protéticos. "É uma profissão muito bonita." (V.O.)





