Equipamento vai passar por perícia
Lúcio Horta
De Londrina
A polêmica sobre o no break do Hospital Universitário (HU) que foi comprado num ferro-velho teve mais um capítulo na manhã de ontem. Um encontro no HU colocou frente a frente todas as pessoas envolvidas no episódio: o técnico em eletrônica D.A., que fez a denúncia (ele pediu para que seu nome não fosse divulgado); o dono da Assistence Informática, Jorge Luiz Brantegani, que esteve acompanhado de dois técnicos e dois advogados; o dono da KLK Brasil, Luiz Abi Antoun, fabricante do no break; o diretor-administrativo do HU, Lelbe Luiz Franciscone, que convocou a reunião; e advogados da Universidade Estadual de Londrina (UEL).
O problema todo começou segunda-feira, quando o técnico em eletrônica comprou num ferro-velho um no break (equipamento que mantém em funcionamento computadores durante queda de energia elétrica), da marca W System, que foi utilizado pelo HU e declarado como sucata. O técnico levou o equipamento para casa e constatou que ele estava funcionando normalmente.
Junto com o no break, estava um laudo técnico da empresa Assistence Informática, de 30 de agosto de 1999, atestando que o aparelho não poderia ser consertado. O motivo: o fabricante encerrou as atividades e não havia peças de reposição no mercado paralelo. Por isso, a empresa apresentou um orçamento de um no break novo, de outra marca, que custaria R$ 350,00.
Depois que foi publicada matéria sobre a aparente contradição entre o laudo técnico e o próprio aparelho que estaria funcionando, segundo o técnico em eletrônica , o dono da KLK Brasil, Luiz Abi, também procurou a imprensa. Ele informou que o no break da marca W System continua sendo fabricado em Cambé e que, ao contrário do que diz o laudo, há peças de reposição no mercado.
Para tentar esclarecer o problema, o diretor-administrativo do HU, Lelbe Luiz Franciscone, convocou a reunião de ontem. Ficou decidido que o no break que está lacrado passará por uma perícia técnica no laboratório de eletrônica da UEL, provavelmente na próxima semana. Todos poderão participar.
É importante esclarecer que nós sempre nos pautamos por obedecer ao princípio da economia, destacou o advogado Renato Tavares Yabe, da assessoria jurídica da UEL e que participou da reunião. Yabe informou ainda que, somente depois que tudo for apurado, com a perícia combinada ontem, é que serão levantadas responsabilidades e possíveis medidas judiciais.





