‘‘Quando este equipamento foi instalado e começou a funcionar, em 1952, ele era o mais moderno e potente do Paraná. Igual a ele, no País só havia dois: um em São Paulo e outro em Porto Alegre. E até hoje ele funciona perfeitamente, sem maiores problemas, sempre dando à nossa platéia aquele ar fresquinho, limpo, com o cheiro puro de montanha.’’ Este depoimento, quase uma declaração de amor ao aparelho de ar-condicionado, é do gerente do Cine-Teatro Ouro Verde de Londrina, José Souza.
Ele chegou ao prédio do cine-teatro um pouco depois da inauguração, há 36 anos. No início, funcionava no local apenas um cinema particular. O palco para uso teatral e artístico só foi incorporado há cerca de 22 anos, quando o imóvel passou a pertencer à Universidade Estadual de Londrina (UEL).
O aparelho de ar-condicionado fabricado nos Estados Unidos é da marca Trane, e foi importado e instalado no Ouro Verde pela empresa paulistana Starco. São dois motores com potência de 50 HPs cada um. Eles funcionam acoplados a um conjunto de 12 compressores - num total de 120 BTUs - e contam com oito saídas de ventilação no espaço reservado à platéia, com quase 900 poltronas.
Segundo José Souza, o ar é tão potente que foi necessário o fechamento de outras duas saídas de ar sobre o palco de espetáculos. ‘‘Os artistas, notadamente os cantores, reclamavam muito do frio, que dizem prejudicar a garganta e a voz’’, conta o gerente. ‘‘Sem desmerecer os aparelhos dos outros cinemas, o nosso realmente é o melhor da cidade, o único que não deixa no ar aquele cheiro de poeira.’’
O serviço de manutenção, semanal, é prestado por uma empresa particular ao custo de R$ 220,00 mensais. ‘‘O conjunto de 16 grandes filtros é lavado, com óleo combustível, todas as semanas. Quando um problema mais sério ocorre, o que é raro, contamos com o auxílio dos engenheiros da UEL’’, conta José Souza. (O.C.)César AugustoVelho de guerra!Souza, gerente do Cine-Teatro Ouro Verde: ‘‘Aparelho dá à platéia ar fresquinho com o cheiro puro de montanha’’Osmani Costa

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