Londrina - Quem nunca sonhou em ter uma ideia brilhante, lançada no mercado e que facilitasse a vida de toda uma sociedade? Não é difícil encontrar candidatos por aí, mas em Londrina um estudante de Tecnologia em Fabricação Mecânica está bem animado com seu projeto.
A ideia surgiu há dois anos. Mário Ayres Diniz de Oliveira, de 38 anos, sempre foi um curioso por ciência neurológica e mecânica. Além de estudar bastante em casa e fazer pesquisas pela internet, Oliveira ingressou há pouco mais de seis meses na graduação do Senai, em Londrina. E com a ajuda do professor Eduardo Costa Estambasse, vem conseguindo colocar sua ideia em prática.
Seu projeto "Cadeira Plataforma em Multidirecional Controlado pelo Pensamento" foi selecionado para a etapa estadual do Inova Senai Sesi, voltado para a captação e premiação de projetos de inovação alinhadas com as demandas da indústria, mercado e sociedade. O evento será realizado em outubro, em Curitiba. "O cérebro funciona mais ou menos como um sistema. Foi do meu interesse nessas duas áreas que surgiu a ideia. Hoje se fala muito em acessibilidade e acredito que a plataforma irá facilitar principalmente a vida dos cadeirantes", diz.
O equipamento é composto por um sensor, um processador e quatro rodas com capacidade de girar no próprio eixo e em todas as direções. O diferencial é que a plataforma poderá ser acionada por pensamento ou mesmo por joystick (controle de videogame). "A intenção é que as pessoas tenham maior liberdade. Com a plataforma acionada por pensamento, elas poderão ter as mãos livres, o que é um grande avanço", comenta o professor.
Segundo Oliveira, o que existe hoje no mercado com comando por pensamento não funciona muito bem e ele aproveita para defender a criação. "Através de um velcro usado no pescoço, como se fosse um cachecol, o sensor capta o sinal elétrico próximo à garganta. Ele reconhecerá a palavra que a pessoa pensa e enviará para um programador instalado na cadeira. Com a interpretação dos dados, os movimentos das rodas serão acionados", explica.
O desenvolvimento do protótipo está em andamento, mas o sensor deverá ser simulado para demonstração no Inova, pois seu custo gira em torno de US$ 2 mil. "Através do Inova, vamos buscar também um suporte financeiro para ter o protótipo físico", declara Estambasse, ao comemorar a seleção do projeto. "Os alunos devem ter coragem para desenvolver suas ideias, se expor à pesquisa e se lançar no mercado. A sociedade necessita de inovações para melhoria da qualidade de vida", completa.
Além da mobilidade para cadeirantes, a Plataforma poderá ter outras atribuições, como o transporte de materiais. Como o projeto ainda está em desenvolvimento, ainda não é possível calcular o custo final.

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