No último patamar da torre a vida está solta, sem um fio. Do último patamar o operário não vê o mar, a quilômetros do 5º Batalhão de Polícia Militar (BPM) de Londrina. De lá, do último patamar, o operário vê outras torres, vê bonecas de milho despenteadas pelo vento, vê remanescentes do perobal. É lá, no último patamar, que os pássaros pousam. É lá, no último patamar da torre que o operário se equilibra sem acessórios de segurança. É lá, no último patamar, que ele não pode ficar. (Maranúbia Barbosa)

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