Epilepsia atinge mais de 3% da população mundial
Emerson Cervi
De Curitiba
Segundo estimativas mundiais, cerca de 3% da população mundial sofre de epilepsia. No Brasil, onde não existem estimativas oficiais, acredita-se que a incidência é maior. Alguns fatores que desencadeiam a epilepsia, como traumas por acidentes de trânsito e a neurocisticercose, acontecem com mais frequência no País.
O Departamento de Anatomia da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e a Unidade de Epilepsia do Hospital das Nações estão promovendo um curso de extensão de atualização em epilepsia: diagnóstico e tratamento.
Ontem o neuropediatra com especialização em neurofisiologia, Eduardo de Sá Faveret, do Rio de Janeiro, esteve em Curitiba para falar sobre o estado de mal epilético e perspectivas para tratamentos. A epilepsia é uma resposta do cérebro a uma série de doenças ou distúrbios do cérebro, por isso exige tratamentos específicos, diz o especialista.
Para a maioria dos pacientes, o tratamento continua sendo à base de medicamentos. Em apenas 25% dos casos é indicada a cirurgia, explica.
O Hospital das Nações é um dos centros mais tradicionais em cirurgia de epilepsia no Brasil. Esse tipo de intervenção é feito há um ano e meio no hospital.
O outro tema abordado por Faveret no curso está relacionado a um agravamento da doença. O estado de mal epilético é constatado quando o tempo de duração das crises é prolongado. Em média, uma crise epilética dura um minuto. No estado de mal elas passam dos 30 minutos.





