O município de Londrina, segundo a Divisão de Epidemiologia da Autarquia de Saúde, está vivendo uma situação crítica com relação ao sarampo - uma doença grave, altamente contagiosa e que pode levar à morte. Depois do controle com a vacinação em massa de 1992, o número de casos notificados voltou a subir esse ano, com 65 suspeitas registradas.
Das suspeitas notificadas, metade não foi confirmada. Segundo a responsável pela Divisão de Epidemiologia, a médica Marisa Galimberti, quatro desses casos (dois adultos) apresentam quadro clínico ‘‘bem sugestivo’’ para o sarampo. O único caso confirmado em Londrina foi de um adulto. Grande parte dos casos não é confirmada nem descartada, segundo a médica, pela resistência das pessoas em fazer os exames necessários.
Os sintomas do sarampo se assemelham ao de uma gripe forte, com febres altas, tosse, coriza e conjuntivite lacrimejante. As manchas vermelhas aparecem no terceiro ou quarto dia de sintomas, começando pela cabeça e depois se espalhando por outras partes do corpo. Diante desse quadro, a pessoa deve procurar o serviço de saúde rapidamente, para que o caso seja notificado e a equipe possa fazer a vacinação de bloqueio.
A transmissão do vírus do sarampo, segundo Marisa, se dá pela saliva - principalmente através de tosse e espirro. Por isso, segundo ela, se deve evitar aglomerações desnecessárias, sobretudo para crianças que ainda não estão em idade de vacinação. As crianças devem ser vacinadas aos nove meses e, novamente, aos 15 meses. Nos postos, as vacinas estão disponíveis para crianças de até 14 anos.
Geralmente, segundo a médica, as complicações são mais graves em casos de desnutrição. Otite, pneumonia, laringite e gastroenterite são algumas das complicações menos graves.
(Edmara Michetti)

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