O setor de Epidemiologia da Secretária de Saúde de Londrina está fazendo um alerta a todos os laboratórios particulares da cidade para que comuniquem imediatamente qualquer caso suspeito de dengue. Ontem, pela segunda vez este ano, a Epidemiologia foi comunicada sobre um possível caso pela Folha, já que a paciente procurou médico e laborotório particulares.
Segundo a gerente do setor de Epidemiologia, a médica Josemari de Arruda Campos, a única forma de impedir que a doença se alastre é fazendo o controle ambiental. ‘‘Com a dengue, a gente age monitorando o paciente e fazendo o bloqueio – com aplicação de larvicidas e fumacê – no bairro que ele mora. Se houver demora na comunicação, o bloqueio pode não ser eficaz’’, explicou.
Segundo ela, mesmo que seja apenas uma suspeita, o laboratório ou o médico precisam entrar em contato com a Vila da Saúde para comunicar o caso. ‘‘Mesmo que depois o caso não se confirme, é melhor pecar pelo excesso do que perder um tempo precioso’’, afirmou.
O caso investigado ontem foi a da telefonista Janete Lopes dos Santos Freitas, 51 anos, que suspeita ter contraído a doença pela segunda vez. ‘‘Como tive os sintomas em 1996 e o Estado demorou muito para dar o resultado, entre 20 e 30 dias, desta vez procurei um médico pelo convênio, que me mandou fazer os exames em regime de urgência. Vou pegá-los hoje (ontem), no final da tarde’’, disse. O medo de Janete era que a demora no resultado pudesse atrapalhar o tratamento. ‘‘Como já tive uma vez, estava com medo que agora evoluísse para uma dengue hemorrágica. Principalmente porque agora os sintomas estão muito mais intensos’’, explicou.
De acordo com a diretora de Epidemiologia da Secretária Municipal de Saúde, Rosângela Alvanhan, todas as coletas de casos suspeitos são encaminhadas ao Laboratório Central do Estado (Lacen), que faz a análise e encaminha os resultados, via intranet, para as secretarias municipais.
‘‘Mesmo que haja uma certa demora não há prejuízo no tratamento já que, por ser infecção viral, não há remédio’’, explicou. Segundo ela, em casos de dengue hemorrágica, o que se faz é a internação do paciente em hospital para medicação de suporte à vida e controle cardio-vascular, enquanto se aguarda o fim do ciclo viral. Segundo ela, quem já teve dengue uma vez deve receber uma atenção especial porque o quadro pode realmente se agravar.

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