A Escola Profissional e Social do Menor de Londrina (Epesmel) venceu o processo de chamamento público que determinou a exploração do Zona Azul. A instituição foi a única a apresentar proposta. A concorrência foi aberta no início de janeiro pela Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) e o resultado divulgado semana passada. A Epesmel vai trabalhar na instalação de novos parquímetros na Região Central. Os equipamentos devem ser implantados em 30 dias.
''Estamos delimitando as vagas. Nossa equipe está preparando projetos e em menos de um mês novos equipamentos devem começar a funcionar'', disse o presidente da CMTU, André Nadai.
O novo contrato entre o município e a Epesmel tem duração de dez anos. ''Estamos contratando funcionários para melhorar o atendimento em alguns locais onde temos deficit'', disse o coordenador da Zona Azul na Epesmel, Wellington Luis Marcatti.
Atualmente os motoristas pagam R$ 0,60 por meia hora. O valor é proporcional para uma hora (R$ 1,20) e duas horas (R$ 2,40). Os parquímetros, que funcionam com botons, já estão funcionando na Avenida Bandeirantes e no Centro Cívico.
Conforme Marcatti o valor onde há o equipamento é o mesmo, sendo que apenas a primeira meia hora é cheia, depois o usuário paga por minuto. O botom custa R$ 7 e o usuário pode inserir créditos.
Marcatti afirmou que mais de dois mil jovens são beneficiados com os projetos sociais desenvolvidos pela Epesmel. ''Temos cursos profissionalizantes, casas-abrigo e o Projeto Murialdo, que desenvolve trabalhos com jovens que estão cumprindo medidas sócioeducativas. Grande parte da renda usada para manter esses projetos vem do Zona Azul.''
Usuários
Nas ruas de Londrina, motoristas ouvidos pela FOLHA aprovaram a renovação do contrato. Para a terapeuta ocupacional Thaís Garcia, a atuação da Epesmel é positiva. ''Acho legal pois a instituição tira muita gente da rua. Já que teríamos que pagar de qualquer jeito, pelo menos sabemos que o dinheiro será investido em projetos sociais'', disse.
O estudante Rodrigo Cavalaro também considera positiva a atuação da Epesmel. ''Os estacionamentos precisam de organização. Acho bom o serviço prestado pelos funcionários.'' Já o advogado Mário Borges Fernandes preferia quando os menores atuavam no serviço. ''Éramos melhor atendidos pelos menores. Apesar disso, acho muito bom que a Epesmel continue.''
A aprovação também veio de Gláucia Kanda, assistente administrativa que usa Zona Azul com frequência. ''Mas acho que o contrato com o município deveria ser mais curto. Tudo que dura muito tempo não tem tantas melhorias.''

mockup