O quadro de orientadores da Zona Azul está defasado em 20 funcionários, afirma a coordenadora do projeto, Camila Kauan Menezes. São 170 pessoas trabalhando nas ruas, quando deveria haver 190. Segundo ela, a explicação é que muitos desses jovens trocaram o projeto por postos de trabalho no comércio, que sempre oferece mais oportunidades no final de ano.
  ‘‘A rotatividade, que já é grande, se acentua na época de Natal. A Zona Azul é apenas uma porta de entrada para o ingresso dos jovens no mercado’’, explica. Desde janeiro de 2005, o cargo de orientador é destinado a moças e rapazes de 18 a 24 anos. Por determinação da Procuradoria do Trabalho, o projeto foi proibido de contratar menores. Entretanto, como o desligamento foi gradativo, ainda há dois adolescentes trabalhando na Zona Azul.
  Para suprir a falta de orientadores, a Escola Profissional e Social do Menor de Londrina (Epesmel) - responsável pelo projeto - está recebendo currículos e fazendo seleções (veja quadro). O treinamento para os recém-contratados dura apenas três dias. Será tempo suficiente, visto que muitos usuários reclamam do despreparo dos orientadores? ‘‘O problema está mais na educação formal desses jovens do que no treinamento. Eles podem não saber matemática, mesmo estando na escola’’, argumenta Camila.
  A coordenadora aponta que a juventude atual também não tem uma ‘‘cultura do trabalho’’, o que leva muitos orientadores da Zona Azul a faltarem ao serviço e, conseqüentemente, contribuirem para a defasagem constante nas ruas. ‘‘É por isso que damos três meses de experiência. Já tivemos que dispensar uma turma inteira de 12 jovens que não corresponderam às expectativas’’, cita. (V.N.)

SERVIÇO
Seleção de orientadores
Requisitos: Ter entre 18 e 24 anos
-Estar com as obrigações militares em dia
-Estar estudando em qualquer série ou ter concluído Ensino Médio
-Portar documentos pessoais
-Para entrega de currículos, informações, reclamações ou pagamento de notificação da Zona Azul - Rua Santa Catarina, 142, sala 12. Fone (43) 3322-5066

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