Epesmel quer dobrar número de parquímetros
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 01 de fevereiro de 2012
Marcos Roman <br> Reportagem Local 
Apesar da baixa adesão dos londrinenses, a Escola Profissionalizante e Social do Menor de Londrina (Epesmel) pretende ampliar de 140 para 260 o número de parquímetros instalados na cidade. A previsão é que dentro de algumas semanas todas as duas mil vagas de estacionamento da Zona Azul passem a contar com a bilhetagem eletrônica. Até o momento, o serviço informatizado tem apenas nove mil usuários de um total de 304 mil veículos cadastrados no município. Usuários reclamam da falta de informações e de orientadores.
Os parquímetros começaram a funcionar em Londrina setembro de 2010, no Centro Cívico, nos arredores da prefeitura, na Zona Sul. Alguns meses depois a bilhetagem eletrônica foi instalada nas avenidas Bandeirantes e Higienópolis e nas ruas Belo Horizonte, Santos e Paranaguá.
O coordenador da Zona Azul, Wellington Luís Marcatti, acredita que a instalação de mais parquímetros garantirá novas adesões ao serviço de bilhetagem eletrônica. ''Ouvimos o relato de vários usuários que afirmam ainda não terem comprado o bóton que permite o acesso ao parquímetro porque ele só pode ser usado em alguns locais da Região Central. Em breve o bóton poderá ser utilizado em todas as vagas da Zona Azul'', enfatizou.
Agilidade, vantagem financeira e maior rodízio de carros são os argumentos usados pela Zona Azul para justificar a instalação dos parquímetros. Entretanto, a eficácia do serviço foi questionada por vários condutores ouvidos pela FOLHA.
''Instalaram os parquímetros, mas não estão orientando as pessoas sobre a forma correta de utilizá-los. Diariamente vejo pessoas tentando colocar moedas no equipamento, pois não sabem da necessidade de usar o bóton eletrônico'', reclamou Zakie Khouri Sallum, proprietária de uma loja de roupas na Avenida Higienópolis, onde os parquímetros já foram instalados.
A biomética Fernanda Ogo resume a dúvida que toma conta de muitos condutores. ''Não sei usar o parquímetro e por isso prefiro recorrer aos orientadores da Zona Azul, pois acho mais pratico. Como uso as vagas da Zona Azul eventualmente, não tive tempo de aprender a manusear o equipamento'', afirmou.
O soldador Alan Feliciano de Souza, de Ibiporã (Norte), ficou curioso sobre a utilização do parquímetro em uma visita a Londrina. ''Parece interessante, mas deveria ser autoexplicativo para não haver dúvidas'', observou.
Motos
A restrição do número de vagas para motociclistas é uma das principais queixas dos motociclistas que utilizam as vagas da Zona Azul. ''Após a readequação feita por conta dos parquímetros é quase impossível achar vagas para motos no Centro da cidade. Isso porque reduziram muito as que existiam e que já eram poucas'', afirmou o motofretista Ângelo de Oliveira.
''Ao invés de colocar parquímetros, deveriam aumentar o número de orientadores da Zona Azul. Muitas vezes a gente procura por eles e não os encontra e quando volta pra pegar o carro eles ainda chamam a nossa atenção por estar sem o talão. Isso é um absurdo'', queixou o representante comercial Luíz Fernando Siqueira.
O dono de uma lanchonete localizada na Avenida Bandeirantes questiona a eficácia dos parquímetros quanto a promover o rodízio de veículos. ''Desde que a pessoa pague pelo tempo que usa, não há nenhuma restrição quanto ao período utilizado. Isso acontece com os parquímetros quanto e com os orientadores. Quando vence um período é só voltar e pagar o tempo extra que está tudo certo'', afirma Hélio Lopes.


