O diretor da Escola Profissional e Social do Menor de Londrina (Epesmel), padre Lídio Roman, afirmou ontem que a tarifa cobrada pelo estacionamento na Zona Azul precisa ser reajustada até o final do ano. A justificativa da entidade, que recebe integralmente a arrecadação, é o déficit operacional de 22,16% registrado nos oito primeiros meses do ano. Hoje o preço pago pelo estacionamento é de R$ 0,60 a hora.
Conforme balancete divulgado ontem, a arrecadação no período foi de R$ 95.520,31 enquanto a despesa fixa chegou a R$ 106.035,76. ''Estamos operando no vermelho há mais de um ano'', afirmou. As tarifas não sofrem reajuste desde 1997. O balancete será enviado à Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) nos próximos dias. Junto com os números, seguirá uma solicitação para que a operação se torne auto-sustentável. O diretor preferiu não sugerir um percentual de reajuste.
A Epesmel prevê um aumento do percentual de déficit até o final do ano já que os fiscais cerca de 230 adolescentes de 16 a 18 anos que cuidam de 1,4 mil vagas de estacionamento rotativo no anel central devem ter uma reposição salarial de 15% no mês que vem.
O salário dos fiscais é de R$ 131,50, além de comissões que variam de 5 a 15%. Conforme o balancete, salários e encargos representam 79,30% da despesa fixa do projeto. ''A readequação da tarifa será ainda mais necessária'', afirma Roman. Outra possibilidade seria a ampliação do número de vagas e o aumento do número de usuários.
Fazendo parte do mesmo esforço, a Epesmel montou uma equipe, formada por voluntários, para dar mais visibilidade à destinação dos recursos arrecadados com os talões. No início do ano, uma pesquisa apontou que boa parte dos usuários desconhece que o dinheiro é repassado para uma causa assistencial. ''Queremos que os motoristas contribuam com satisfação''.
O déficit na Zona Azul teoricamente o único dos cinco projetos da entidade que poderia ser auto-sustentável determinou o fechamento de pelo menos duas turmas de ensino profissionalizante, serralheria e mecânica geral, deixando de atender 100 adolescentes.
O diretor de trânsito da CMTU, Álvaro Grotti Júnior, disse que a companhia irá analisar o balancete para autorizar ou não o aumento.

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