Enxurrada invade casas em Sarandi
A chuva forte causou anteontem transtornos aos moradores do Parque Alvamar, em Sarandi (7 quilômetros ao norte de Maringá). A enxurrada começou por volta das 17 horas, destruiu muros, invadiu residências e danificou móveis. A maioria dos moradores passou o início da noite de domingo retirando lama das casas. Ontem foi dia de contabilizar os prejuízos. Os moradores pretendem cobrar indenizações da prefeitura. Eles alegam que a enxurrada só invadiu as residências porque a maioria das galerias pluviais está entupida.
A Folha fotografou ontem de manhã uma galeria pluvial entupida na Rua Francisco Fernando Cara. De acordo com o morador Aristides Domingos, qualquer chuva um pouco mais forte provoca alagamento na parte baixa do bairro. Ele afirma que o problema está nas galerias pluviais. Na hora da chuva forte, quase nenhuma boca-de-lobo funciona. A água acaba inundando as casas, conta. Ele teve o carro e a casa inundados pela correnteza da enxurrada. A enxurrada destruiu o muro dos fundos e invadiu a minha casa pela porta da cozinha. Tivemos que abrir a porta da sala para a enxurrada continuar descendo. Para se ter uma idéia da força da enxurrada, a água atravessou a calçada e destruiu o muro da casa da frente, explica.
Osmar de Oliveira, que mora quase em frente à casa de Domingos, confirma a versão do vizinho. A enxurrada derrubou o muro lateral da casa de Oliveira. A água veio lá da casa dele (Domingos), derrubou o muro de casa e invadiu a casa da vizinho dos fundos que teve parte dos móveis destruído, conta Oliveira.
A dona de casa Vera Lúcia de Marco, esposa de Aristides Domingos, diz que os vizinhos foram solidários e ajudaram a retirar lama da casa. Logo depois da chuva, os vizinhos fizeram um verdadeiro mutirão para nos ajudar, diz.
De acordo com a Estação Climatológica da Universidade Estadual de Maringá (UEM), a chuva de domingo foi a mais intensa do mês de janeiro na cidade.Marcos NegriniDestruiçãoMuro desabado durante enxurrada no Parque Alvamar, em Sarandi: com galerias pluviais entupidas, força das águas causou prejuízos aos moradoresLucinéia Parra





