Enxaqueca atinge mais mulheres
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quarta-feira, 13 de julho de 2011
Fernanda Carreira <br> Reportagem Local 
Ela é responsável por 75% das dores de cabeças em todo o mundo e, de acordo com especialistas, está ligada principalmente ao sexo feminino e a suas alterações hormonais. Apesar das inúmeras pesquisas realizadas, a enxaqueca ainda tem origem incerta. Mas, de acordo com o neurologista José Ivan Ribeiro, de Londrina, teorias já explicam como ela possivelmente ocorreria, quais são seus principais sintomas e como se prevenir ou amenizar os sintomas.
''A enxaqueca ocorre três vezes mais nas mulheres do que nos homens. Começando no período da menarca e com diminuição das crises no período da menopausa, piorando nos períodos menstruais. Já nos homens, ela é menos cíclica'', afirma o neurologista, esclarecendo que a síndrome neurológica teria relação com a adesividade das plaquetas e aumento de cerotonina no sangue, influenciando na vasoconstrição e depois dilatação.
Conforme o neurologista, a enxaqueca se caracteriza pela presença de dores de cabeças recorrentes, unilaterais ou bilaterais, de caráter pulsátil, com intensidade de moderada à intensa. ''A crise varia no tempo, na intensidade e na regularidade. Usualmente, ela é acompanhada por náuseas, vômitos, fonofobia, fotofobia e irritabilidade'', complementa.
Ele detalha que o processo doloroso dura cerca de 4 horas e fatores como alterações emocionais, físicas, biológicas e químicas são determinantes para o desencadeamento da enxaqueca. ''Por exemplo, excesso de calor, alterações no corpo do paciente, além de alimentos específicos estimulam a recorrência de crises'', esclarece. ''É importante lembrar que os alimentos desencadeantes para as crises não são os mesmos para cada pessoa, isso varia muito e cada enxaquetoso sabe qual alimento ele deve evitar.''


