Enxame impede retirada de portal turístico
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quarta-feira, 14 de janeiro de 2015
Vítor Ogawa<br>Reportagem Local 
Tamarana - Um enxame de abelhas impediu ontem a remoção de um dos dois portais turísticos da rodovia PR-445 no município de Tamarana (Região Metropolitana de Londrina). A administração municipal optou pela remoção das duas estruturas devido ao perigo que ofereciam aos motoristas, já que estavam corroídas e com placas cimentícias se soltando.
Um enxame construiu a cachopa na parte interna da estrutura, de um dos lados do portal, o que impediu que o trabalho fosse concluído. A colmeia foi notada por um policial rodoviário. Segundo a Secretaria Municipal de Administração de Tamarana, as abelhas seriam retiradas do local no início da noite, período em que são menos ativas e apresentam menos riscos aos operários. A demolição do portal está prevista para ser retomada na manhã de hoje.
A remoção dos portais foi uma recomendação dos engenheiros da administração municipal e atende uma portaria do Departamento de Estradas de Rodagem, que apontou que os portais não recebiam a manutenção adequada. O trabalho de retirada do primeiro portal começou às 7h30 da manhã de ontem e correu como o planejado até às 10h20, quando a estrutura foi içada por um caminhão guindaste do tipo Munck e colocada às margens da rodovia PR-445. Durante a operação, a Polícia Rodoviária Estadual teve de interromper algumas vezes o fluxo na rodovia para evitar que algumas peças caíssem sobre os veículos.
O condutor de um ônibus interestadual, Darcy Sardi, de 57 anos, apoiou a remoção. "Tem que fazer. Não tem como deixar isso aí. E isso nem atrapalha o meu horário", declarou.
Já o representante comercial Roberto César, de 47 anos, afirmou que já presenciou uma das placas cimentícias do portal se soltar e atingir um caminhão. "A placa atingiu o para-brisas e depois o baú do veículo", contou.
O chefe de gabinete da prefeitura de Tamarana, Josué Batista, afirmou que ainda não sabe o que será feito com o material. Muito pouco poderá ser reaproveitado, já que a estrutura de aço está bastante corroída. "Com um vento mais forte esse portal poderia ter caído", analisou.
Os monumentos foram construídos em 2007, com recursos do Ministério do Turismo e custaram R$ 97,5 mil aos cofres públicos.


