O fato de alguns dos líderes pertencerem ao Primeiro Comando da Capital (PCC) dificultou as negocições para o fim da rebelição. Segundo o secretário de Estado da Segurança, José Tavares, ‘‘muitos presídios não querem aceitar este pessoal’’.
O advogado Jerônimo Ruiz Andrade do Amaral, de São Paulo, também acompanhou a movimentação em frente à PCE durante toda a manhã. Amaral contou que representa quatro detentos da PCE e que foi chamado por eles por volta das 16h30 de quarta-feira, quando foi avisado do início da rebelião. Os quatro clientes de Amaral confirmaram serem integrantes do PCC.
Um de seus clientes é José Márcio Felício, conhecido como ‘‘Geléia’’ –mentor do sequestro da filha do diretor da Casa de Custódia de Taubaté (SP)–, estaria no comando dos amotinados. Os outros três são conhecidos como Mizael, Mama e Cesar. Na última sexta-feira, o governo tentou transferir o Gelégia para Brasília, mas ele não foi aceito naquela unidade.
O objetivo do PCC, de acordo com o advogado, é o cumprimento da Lei de Execução Penal. No caso da PCE de Piraquara, por exemplo, eles reclamam da super-lotação. ‘‘Há 300 presos que têm que dormir no chão por falta de espaço’’, denuncia.

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