De acordo com a gerente de mobilidade social da Fundação Social, Luciana Vidal, a prefeitura iniciou há cerca de um mês o trabalho de abordagem às pessoas que moram nas praças, com o objetivo de tentar o retorno delas ao mercado de trabalho e ao convívio familiar. Conforme Luciana, a maior dificuldade é dar um encaminhamento para o usuário de drogas, já que as entidades assistenciais só recebem estas pessoas se houver interesse dos próprios usuários. No caso de alcóolatras, também há restrições em muitas entidades, inclusive no próprio Albergue.
Segundo Luciana, uma psicóloga, uma educadora social e uma educadora de base coordenam as abordagens, mas a grande dificuldade é convencer as pessoas a se reintegrarem na sociedade. ‘‘Há uma necessidade de abordagem educativa constante porque a volta à vida normal e ao convívio familiar, parece muito limitada diante desta pseudo liberdade que estas pessoas encontram nas ruas’’, explica. Ela diz também que a origem dos problemas que afetam a maioria destas pessoas é o desemprego. A ‘‘opção’’ de catar papel, de acordo com a gerente social, é uma busca desesperada pela sobrevivência.

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